Barragem de enrocamento de usina hidrelétrica terá núcleo asfáltico
A Usina Hidrelétrica Foz do Chapecó deverá ser concluída em área com uma janela hidrográfica pequena e inconsistente. A obra, que fica no rio Uruguai, na divisa dos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, terá o asfalto como componente principal do núcleo de vedação de barragem de enrocamento. A barragem deverá ser construída em quatro meses por motivos contratuais, mas a utilização de soluções tradicionais como o núcleo argiloso e de concreto colocaria em risco esse cronograma por conta dos retrabalhos gerados pelas chuvas. Isso porque mesmo durante o período de baixa vazão do rio Uruguai, no final do ano, a região registra a presença de chuvas. Levando em conta tais fatores, o Consórcio Volta Grande (Construtora Camargo Corrêa, CNEC Engenharia e Alstom) se deparou com uma janela de trabalho entre dezembro e abril. O núcleo da barragem será executado em dezembro de 2009. De acordo com a técnica prevista, o núcleo e a transição da barragem sobem simultaneamente. São duas transições, uma a montante e outra a jusante que terão 1,5 m cada. O planejamento prevê a execução de três camadas asfálticas compactadas de 20 cm cada por dia. A largura da faixa é de 50 cm. O teor de asfalto é de 46,5% e o índice de vazio, de 3%. Para a aplicação, foi adquirida uma usina gravimétrica de asfalto. A barragem terá 48 m de altura e 598 m de extensão.
Rodoanel receberá primeira mistura asfáltica desenvolvida para reduzir poluição sonora
O Trecho Oeste do Rodoanel de São Paulo recebeu uma camada porosa de atrito (CPA) desenvolvida pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo) especialmente para reduzir o som entre o pneu e o pavimento rodoviário. O instituto estima que a solução gere uma diminuição de ruído de 5 dB. Segundo a pesquisadora Márcia Aps, doutora em infraestrutura de transportes, essa é a primeira vez que a solução asfáltica foi executada com tal finalidade no Brasil. O CPA tem um grande volume de vazios interligados para que haja a propagação das ondas sonoras na própria camada. A pesquisadora do IPT explica que foram desenvolvidas duas misturas asfálticas para mitigar os ruídos. "Em uma mistura, o ligante modificado tem polímeros e, na outra, borracha de pneu", afirma, salientando que foram incorporadas fibras nas duas soluções para aumentar a durabilidade. As duas misturas serão aplicadas no Trecho Oeste, uma em cada sentido da via, na região de Tamboré (SP). Complementarmente, serão instaladas barreiras acústicas. A camada desenvolvida pelo IPT foi aplicada sobre pavimento de concreto no caso do Rodoanel, mas também pode ser utilizada em pavimentos executados com outros materiais. O IPT trabalha há dois anos no projeto.
Empresa de serviços de engenharia controla emissão de gases de efeito estufa
A CNEC, do grupo Camargo Corrêa, desenvolveu sistema de gestão da emissão de gases de efeito estufa e obteve a certificação ISO 14064-1 (Gases de Efeito Estufa - Parte 1: Especificação e Orientação a Organizações para Quantificação e Elaboração de Relatórios de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa). A empresa já pode oferecer o serviço a outras companhias. Em 2007, a CNEC passou a mensurar a emissão de Gases de Efeito Estufa proveniente de suas operações, para que pudesse geri-los. Ao final desse trabalho, a empresa possuía um inventário das fontes emissoras e mapeou ações corretivas. Os principais processos responsáveis pela emissão dos gases foram revisados, como, por exemplo, a troca de viagens aéreas dos executivos por videoconferências. A empresa também passou a utilizar produtos e insumos renováveis. A CNEC foi auditada pela Fundação Carlos Alberto Vanzolini.
Informática a serviço da eficiência energética
Os engenheiros ingleses Paul Carey (à esquerda na foto) e Eric Roberts, do escritório Zero Energy Design, estiveram no Brasil em fevereiro a convite da Otec para dar um curso sobre modelagem computacional aplicada à eficiência energética. Também conhecido como "energy modeling", a modelagem se vale do uso de ferramentas computacionais para simular o uso de energia por um edifício durante um ano de operação, de modo que se possa munir projetistas de informações para elaborar estratégias mais eficazes para tornar o consumo energético da construção mais eficiente. Carey e Roberts receberam a Téchne para uma entrevista durante sua estadia em São Paulo.
O que é a modelagem computacional aplicada à eficiência energética?
Eric Roberts
- Por meio dela, analisam-se os padrões de ocupação do imóvel, todos os fatores que influenciam a utilização diária do edifício e qual o seu comportamento em relação a eles. Utilizando softwares disponíveis no mercado, desenvolvidos ao longo dos últimos anos, é possível realizar simulações anuais e prever o consumo energético da edificação, aprimorar a conservação de energia, testar diferentes materiais e sistemas, elementos de sombreamento etc.
O que é feito com esses dados?
Roberts
- Com isso, é possível quantificar os padrões de consumo de energia e elaborar um modelo do edifício. Com a interação entre os projetistas do edifício, é possível propor mudanças e melhorias para a construção no sentido de reduzir seu rastro de carbono e o impacto sobre o meio ambiente.
Qual o momento ideal para realizá-la?
Paul Carey
- É importante aplicar a modelagem no início do desenvolvimento de um novo empreendimento, em sua etapa de concepção. Nessa fase, é possível traçar um bom plano estratégico para aprimorar a eficiência energética da edificação. Quanto mais cedo entrarmos num projeto, mais fácil incorporar mudanças. Entrando nas fases mais tardias, o projeto está mais engessado e as opções de melhoria, mais restritas. Fica muito mais difícil, na verdade, devido ao custo da incorporação dessas modificações.
16o Concurso Falcão Bauer está com inscrições abertas
Ficam abertas até 31 de julho as inscrições para o 16o Concurso Falcão Bauer - Inovação Tecnológica para Habitação e Construção Sustentável. O prêmio, voltado a empresas, profissionais e estudantes, destaca as melhores pesquisas sobre modernização dos processos construtivos, industrialização, aumento da produtividade, redução dos custos, sustentabilidade e redução e reutilização de resíduos. O concurso é dividido nas categorias Inovação e Sustentabilidade. O primeiro colocado de cada categoria recebe R$ 5 mil e o segundo, R$ 2,5 mil. A cerimônia de premiação ocorre em setembro, durante o 81o Enic (Encontro Nacional da Indústria da Construção). Os trabalhos devem ser encaminhados para a Comat/CBIC (Comissão de Materiais e Tecnologia da Câmara Brasileira da Indústria da Construção). O regulamento completo e a ficha de inscrição estão disponíveis no site www.sinduscongoias.com.br. Mais informações: (62) 3095-5155.
Construção assina protocolo de cooperação para o uso de madeira legal
A Prefeitura de São Paulo, o Governo do Estado e diversas entidades ligadas à construção civil assinaram protocolo de cooperação para o desenvolvimento do programa "Madeira é Legal", criado para incentivar o setor a consumir somente madeira de origem não predatória. O programa desenvolverá uma série de mecanismos de controle, como a exigência da apresentação do DOF (Documento de Origem Florestal), incentivo ao uso da madeira certificada nos departamentos de compras do setor público e privado, além da identificação e monitoramento da madeira adquirida. A realização de pesquisas e o desenvolvimento de produtos mais adequados à construção civil também fazem parte dos planos de desenvolvimento do programa.