| Editorial |
|
| |
 Sustentabilidade não é (apenas) certificação
Pauta do século. Assim pode ser definida a questão da
sustentabilidade na agenda mundial. Não há país, empresa ou ser
humano que possam se considerar alheios à emissão dos gases
causadores do efeito estufa e ao abuso dos recursos naturais - sob
pena de graves e irreversíveis consequências. Em nosso setor, a questão
bateu de cheio. A construção civil - da produção dos insumos à fase
de manutenção das obras - é apontada como um dos setores de
maior impacto ambiental, seja pelos recursos extraídos da natureza,
pela queima de combustíveis fósseis, pelos rejeitos poluentes, pelo
desmatamento ou pelos problemas hidrogeológicos. Todos sabem
que é preciso construir e operar de forma mais sustentável. Mas
como? Desde 1998, estima-se que 14 mil projetos foram certificados
em todo o mundo pelo Leed (Leadership in Energy and
Environmental Design), da organização não governamental Green
Building Council. No Brasil, a despeito dos custos envolvidos, a busca
pela certificação é crescente. Há razões para isso. Edifícios comerciais
certificados são mais fáceis de alugar ou vender, sobretudo quando se
trata de grandes empresas, com metas ambientais a cumprir. É
importante ressaltar, entretanto, que certificação não é sinônimo de
sustentabilidade. Trata-se de um valioso instrumento de indução e
conscientização de mercado, mas não é suficiente e muito menos
inquestionável. A reportagem de capa desta edição apresenta o escopo
de certificação de quatro dos principais selos do setor. Nosso intuito
não é julgar ou comparar os certificados. A ideia é apresentá-los e
permitir que você, leitor, os avalie de acordo com as suas necessidades.
Nas próximas edições, retomaremos o assunto, abordando casos reais
e abrindo espaço para novos debates. Por ora, como diz nossa
chamada de capa: "Que selo é esse?" |
| |
| |
|
 |
| |
|
|
 |
|