Nesta primeira edição de 2012, Téchne reuniu artigos e reportagens relacionados à industrialização e produtividade. As soluções na obra do condomínio Salvador Prime visaram garantir o abastecimento e dar mais rapidez a etapas críticas, como a execução das fachadas. O canteiro contou com uma central de concreto, uma fábrica de caixilhos e outra para revestimentos. Para executar os contrapisos, a construtora aprovou o uso de uma argamassa autonivelante bem mais fluida e fácil de aplicar. Essas medidas tendem a ser regra e não exceção. Porém, como veremos em outra reportagem, as construtoras podem melhorar muito. Moacir Kripka, entrevistado do mês, comenta as possibilidades para otimizar as estruturas, com ganhos no uso das fôrmas e materiais. Em outra reportagem sobre estruturas veremos também algumas dicas de produtividade, como preparo de fôrmas e boas práticas de concretagem das lajes e pilares. Por causa do salto tecnológico brusco ou da persistência de práticas arraigadas, não se conhecem ainda, com precisão, os índices de produtividade de muitos serviços. Esses índices são importantes, sobretudo quando se parte para a mecanização das obras. A transição das etapas deve assegurar que o ganho com uma solução não se perca na continuidade da obra. A Hochtief, por exemplo, fala como teve de se adaptar para o uso da plataforma cremalheira em uma obra em São Bernardo do Campo (SP). O equipamento foi aprovado, mas só depois de uma análise de como iria impactar no cronograma em geral em cada uma das fases da obra. Este ano, com o setor ainda bastante demandado, as construtoras precisarão rever métodos de trabalho e voltar o olhar para seus índices.
Paulo Kiss