 Índice Pini de Custos de Edificações em São Paulo
Em outubro aumentou sensivelmente a incidência de materiais de construção remarcados, sendo que quase 70% dos componentes da cesta básica do IPCE (Índice Pini de Custos de Edificações) ficaram mais caros. Entre os destaques do mês, a luminária liderou os reajustes de outubro com alta de 31,46% e já acumula um aumento de quase 49% desde outubro de 2001: três vezes a inflação do período. O fio isolado com PVC figurou novamente entre os maiores reajustes do mês: o rolo de 100 m foi majorado pela quinta vez consecutiva este ano, agora em 21,99%. A variação acumulada do produto nesses cinco meses foi de 66,51%, ou sete vezes a inflação do período, medida em 9,82% pelo IGP-M. O produto depende de matéria-prima importada e sofre os efeitos da oscilação cambial. Além disso, o nível de produção do setor apresentou declínio no primeiro semestre deste ano, mesmo com o fim do racionamento de energia. A produção de condutores e outros materiais elétricos foi 14% menor em 2002 em relação ao mesmo período de 2001, conforme dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada/Ministério do Planejamento). Outros reajustes significativos no mês foram verificados no tubo de ferro fundido de 150 mm (+ 10,41%), tubo de cobre de 28 mm (+ 7,66%), chapa compensada resinada de 12 mm (+ 6,86%) e na manta butílica (+ 6,27%). O bloco de concreto, com alta de 6,17%, sofreu o reflexo da pressão do custo de frete e também da elevação no preço do cimento. Apenas dois materiais baratearam: a porta lisa de cedro (- 0,38%) e o aparelho misturador para lavatório (- 0,13%). Em média, construir ficou 1,50% mais caro em outubro para uma inflação prevista em 2,81% do IGP-M. Os materiais subiram 3,38% no mês e ao longo dos últimos 12 meses o custo médio na Região Metropolitana de São Paulo se elevou 16,20%, pouco acima da inflação, estimada em 15,14% pelo Índice Geral de Preços de Mercado da Fundação Getúlio Vargas.
|