PERFIL
Nome: Og Pozzoli
Idade: 75 anos
Graduação: Economia pela
PUC-SP (Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo), em 1963
Pós-Graduação: cursos na área
de impermeabilização pela
Universidade de Madri, na Espanha,
na Universidade de Aarhus, na
Dinamarca, e no Laboratório de
Hidráulica da Universidade de Lyon,
na França, na década de 1950
Empresas em que trabalhou:
Companhia Mc-Hardy, em
Campinas, entre 1956 e 1957, e
Isoterma, desde 1958
Cargos que exerceu: sargento do
exército pelo VI RE, de Caçapava,
em São Paulo, em 1948; integrante
do comitê responsável pelas
normas de impermeabilização
da ABTN, na década de 1970;
diretor presidente da Isoterma,
desde 1958.
Para definir em poucas palavras a carreira de Og Pozzoli, bastaria dizer que se trata de um economista apaixonado por carros que, mesmo sem graduação em engenharia, representa tudo o que se sabe e pratica sobre impermeabilização no Brasil. Fundador de uma das mais antigas empresas de projetos de impermeabilização do País, a Isoterma, Pozzoli começou cedo na profissão.
Perto de chegar aos 60 anos de carreira e à segunda centena de carros na coleção, uma das maiores e mais importantes do mundo, é difícil desvincular o colecionador do engenheiro, ou mesmo do historiador e estudioso apaixonado pela revolução de 1932. Uma passagem histórica que, conforme explica, empolgou o Estado todo, envolvendo todas as classes sociais.
A dedicação ao estudo da Revolução, assim como os serviços prestados por esse potiguar, já foram reconhecidos pela Câmara Municipal de São Paulo, que o agraciou com o título de cidadão paulistano. "São Paulo foi muito generosa comigo e me considero um paulistano de coração", conta.
Representante da terceira geração de uma família de engenheiros especializados em impermeabilização, Og teve o interesse pela engenharia despertado naturalmente. Em fins de 1940, aos 19 anos e logo após dar baixa no exército, o então sargento Pozzoli voltou para a terra natal.No Rio Grande do Norte começou a trabalhar no depósito atacadista de materiais de construção do tio, o que o colocou em contato direto com engenheiros e o meio da construção civil.
A latitude da cidade de Natal, semelhante à de Dakar, na África, e num dos pontos mais orientais do Brasil, obrigava os vôos da Iberia provenientes da Europa, e que faziam escala no país africano, a tomarem, dali, uma linha reta em direção à América do Sul. Essa casualidade possibilitou a um bem relacionado Og fazer cursos na área de impermeabilização na Espanha, na Dinamarca e na França na década de 1950.
De volta ao Brasil, constatou que Natal não comportaria suas ambições. Rumou, em janeiro de 1956, para a capital paulista guiando um Opel 1937 durante 17 dias. Exceto pelos 400 km finais, desde o Rio de Janeiro pela Via Dutra, o restante dos quase 3.000 km foram rodados em caminhos – não estradas, ressalta – sem asfalto, com trechos onde era necessário esperar as águas baixarem para passar. É por essa experiência que costuma dizer que é um "pau-de-arara de luxo".
Uma vez em São Paulo, procurou um curso noturno que desse complemento aos seus conhecimentos, optando por cursar economia na PUCSP (Pontifícia Universidade Católica).
Iniciou a jornada paulista trabalhando na Companhia Mc-Hardy, com matriz em Campinas, que tinha uma grande seção de importação de isolantes térmicos, coincidindo com a especialização em isolantes industriais de amianto.
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