Qualidade de projeto não deveria ser discutida, mas adotada em qualquer caso. É inimaginável pensar que se possa excluir um item essencial de escopo de projeto por causa de honorário. Projetos têm detalhamento e muitas sutilezas.Mas todo bom profissional sabe (ou deveria saber) quais são as diretrizes mínimas para o desenvolvimento de um bom projeto. Se faz sentido falar de exploração do contratante, também não é menos justo pensar que alguns projetistas acabem "negociando" a extensão do seu trabalho.
É possível que esses problemas se tornem menos freqüentes graças ao lançamento dos úteis e bem-vindos manuais de escopo de projetos, idealizados por diversas entidades do nosso setor com apoio dos sindicatos, Poli-USP e Caixa Econômica, disponibilizados no site www.manuaisdeescopo.com.br. Até agora são seis: arquitetura, ar-condicionado e ventilação, estrutura, instalações elétricas, hidráulicas e coordenação de projetos.
Idéia antiga mas só agora concretizada, esses trabalhos deverão auxiliar profissionais em todo País a tornar mais claros os escopos junto aos contratantes, bem como definir parâmetros de qualidade para os projetos.
Projetistas de estruturas, arquitetos, projetistas de instalações e engenheiros de campo têm agora essa importante ferramenta, seja para tornar mais explícitas suas atribuições – onde começam e onde terminam – ou para cobrar a qualidade devida que se espera de um bom projeto.
Téchne recomenda a consulta desses trabalhos e espera a multiplicação de iniciativas similares que contribuam para o entendimento entre profissionais e empresas. Parabéns a todos que tornaram essas obras possíveis.
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