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Instalações hidráulicas

Posso usar o CPVC para água fria e água quente?
Vasco Egídio Moreira Rio de Janeiro

Os tubos CPVC podem ser utilizados em tubulações tanto de água fria quanto de água quente nas instalações hidráulicas prediais. No caso de água quente, respeitado o limite de temperatura máxima de 70°C.
Adilson Lourenço Rocha Laboratório de Instalações Prediais e Saneamento – Cetac-IPT

Resíduos tóxicos

Quais as tubulações ideais para condução de resíduos tóxicos/químicos/ácidos de uma indústria?
Vasco Egídio Moreira Rio de Janeiro

Não há uma resposta geral.As indústrias trabalham com uma variedade muito grande de líquidos com características físico-químicas bastante diversas. Há que considerar a temperatura do efluente, presença de sólidos, pressão, acidez, reações específicas etc. Os riscos associados também devem ser levados em conta na escolha de tubos.As tubulações plásticas têm sido bastante usadas no caso de líquidos de temperatura não muito elevada e com características semelhantes às das águas residuárias domésticas e de indústrias de papel, têxtil e outras.Mas, mesmo nesse caso, há que se fazer análise caso a caso.Dependendo das demandas do processo industrial têm sido usados tubos de aço inoxidável e, em casos extremos, tubos de vidro.
Adilson Lourenço Rocha e Wolney Castilho Alves Laboratório de Instalações Prediais e Saneamento – Cetac-IPT

Incinerador

Como construir um incinerador de lixo orgânico?
Vasco Egídio Moreira Rio de Janeiro

Solicitamos manter contato com o "Laboratório de Energia Térmica,Motores, Combustíveis e Emissões" do IPT, com os técnicos Marilin Mariano dos Santos (marilin@ipt.br) ou Ademar Hakuo Ushima (adidas@ipt.br).
Adilson Lourenço Rocha e Wolney Castilho Alves Laboratório de Instalações Prediais e Saneamento – Cetac-IPT

Águas pluviais

Como calcular a dimensão da calha para telhado? Quais as normas e tabelas?
Silas Sepúlveda Brasília

O dimensionamento da calha considera a vazão da água escoada (que é o dado físico por excelência do problema), função das chamadas chuvas críticas que, no caso, são as de grande intensidade e pequena duração. Essa vazão é calculada pela seguinte fórmula:

Nessa fórmula "Q" é a vazão de projeto, expressa em l/min, sendo a vazão de referência para o dimensionamento de calhas e condutores da instalação predial. O valor da vazão é função da intensidade pluviométrica local (I), expressa em mm/h, e da área de contribuição (A), expressa em m², que é a soma das áreas das superfícies que, interceptando chuva, conduzem as águas interceptadas para as instalações onde deverão ser coletadas e esgotadas. A norma utilizada para o projeto das instalações e dimensionamento das calhas é a NBR 10.844:1989 – Instalações Prediais de Águas Pluviais, na qual são apresentados valores de intensidade pluviométrica válidos para diversas cidades do Brasil e também considerados diferentes períodos de retorno para ocorrência do fenômeno. Cada período de retorno estabelecido é o número médio de anos em que, para uma mesma duração de precipitação chuvosa, uma determinada intensidade pluviométrica é igualada ou ultrapassada apenas uma vez. Um período de retorno maior significa intensidade pluviométrica de maior valor e conseqüentemente uma vazão de projeto maior. Essa condicionante é ponderada pelos projetistas das instalações prediais em função das características da cobertura a ser drenada. Por exemplo, para locais onde não se aceita que haja transbordamento da água pluvial, emprega-se um valor de intensidade pluviométrica correspondente a um período maior (25 anos) e para locais onde se aplicam outros critérios de avaliação e o empoçamento pode ser eventualmente tolerado será empregado período de retorno menor. Conhecido o valor da vazão de projeto, basta agora definir as características em si da calha, como o material empregado na sua fabricação, a geometria da sua seção transversal e a declividade da calha instalada, para se obter suas dimensões. O dimensionamento das calhas então pode ser feito pela fórmula de Manning- Strickler indicada a seguir:

Nessa fórmula:

• S é a área da seção molhada da calha, em m²
• n é o coeficiente de rugosidade do material utilizado na fabricação da calha (adimensional)
• RH (raio hidráulico), em m, é a razão entre a área e o perímetro da seção molhada • i é a declividade da calha instalada, em m/m.
Adilson Lourenço Rocha Laboratório de Instalações Prediais e Saneamento – Cetac-IPT

 

 
 
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