Esta edição fecha ao mesmo tempo em que se formam os três primeiros profissionais do Programa de Dupla Formação da FAU-Epusp (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo) e Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Essa experiência inédita no País foi assunto de uma entrevista com os coordenadores do programa, arquiteto Siegbert Zanettini, pela FAU-USP e Henrique Lindenberg Neto, pela Poli-USP, em abril de 2004 (Téchne 85). Segundo outro representante da Comissão de Coordenação, professor Francisco Ferreira Cardoso, "além da formação, o Programa visa superar uma separação histórica que afastou as duas profissões", diz.
Os alunos da FAU cursaram, além dos cinco anos de sua faculdade, mais dois na Poli, onde adquiriram noções de materiais, cálculo, informática e processos construtivos. Os da Poli, por sua vez, buscaram nos dois anos a mais na FAU noções estéticas, de história da arte e de urbanismo.
A iniciativa, que deve ser parabenizada e estimulada em outras instituições, aproxima fundamentos cada vez mais globais das duas profissões e permitirá no futuro - quem sabe? - maior harmonia nas obras e nas cidades e um verdadeiro salto na qualidade dos projetos, tanto pela coordenação como pela possibilidade de ousar esteticamente e nas tecnologias.
Deve-se lamentar um dado: em 2004, três alunos da Poli e dez da FAU ingressaram no Programa; em 2005, quatro da Poli e nove da FAU; neste ano, 20 da FAU resolveram participar, mas nenhum da Poli. A baixa procura dos alunos da Poli - que a coordenação do Programa quer contornar - justificaria-se pelo fato de os alunos da Poli encontrarem mais dificuldades em seus próprios cursos. Esperamos que o pleno entendimento dos benefícios da dupla formação possa reverter tal situação.
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