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Juntas de dilatação
Como vedar juntas de dilatação estruturais – horizontais e verticais – expostas às intempéries em lajes não impermeabilizadas?
Ronaldo da Costa Torres Rio de Janeiro

As juntas de dilatação, tanto horizontais quanto verticais, estão suscetíveis à movimentação, tanto de tração quanto de compressão. Por isso, o material empregado em seu preenchimento deve ter características adequadas para absorver a movimentação. As juntas diferenciam-se pela amplitude do movimento, e o tratamento que recebem para vedá-las em função da ordem de amplitude desses movimentos. Os principais sistemas de vedação de juntas de dilatação são: selantes, tipo poliuretano, silicone ou outro; mantas asfálticas; perfis de borracha ou PVC colocados sob pressão; perfis de borracha ou PVC chumbados no concreto (Fugenband); e dispositivos mecânicos de desligamento. Observa-se que independente da laje ser ou não impermeabilizada, as juntas devem ser vedadas, evitando penetração de água. No caso da laje ser impermeabilizada, a junta deve ser vedada e, sobre esta, executado o sistema de impermeabilização, como mostra esquema da figura a seguir.
Luciana Alves de Oliveira
Cetac-IPT (Centro Tecnológico do Ambiente Construído)

Rampa de garagem
Que material pode garantir uma boa aderência de pneus em rampas de garagem muito íngremes?
Fernando Augusto Pereira Rabay Campinas (SP)

As rampas dos estacionamentos deverão ter pisos antiderrapantes, como por exemplo: pisos industriais de revestimentos à base de epóxi de alto desempenho. Alessandra da Costa Bianchi
Cetac-IPT (Centro de Tecnologia do Ambiente Construído)

Mancha em rejuntes
Por que surgem manchas esbranquiçadas em rejuntes coloridos aplicados entre pastilhas de fachadas em áreas litorâneas?
Paulo César R. Flores Brasília

Essas manchas esbranquiçadas são chamadas de eflorescências (depósitos salinos que se formam nas argilas que têm com agente mobilizador a água). Isso acontece quando a quantidade de água aumenta (eventuais infiltrações, vazamentos etc.),aumentando a fração de água capaz de transportar sais para a superfície da cerâmica. Também ocorre na carga de fogo para a queima: de peças que recebem mais fogo, a absorção de água é menor, retardando o aparecimento de eflorescências; de peças que recebem menos fogo, a absorção de água é maior, e o aparecimento de eflorescências é precoce. Isso devido à eliminação de água sob vapor, que arrasta sais do interior para a superfície, onde se deposita, causando a mancha, explicando assim o aparecimento de eflorescências em algumas cerâmicas e em outras não. A eflorescência pode acontecer, também, em superfícies de cimento-amianto, concreto, tijolo etc.

Para corrigir a eflorescência, deve-se eliminar as infiltrações/vazamentos de água. Depois, remova as manchas com uma escova de aço ou com auxílio de uma lavadora de alta pressão, e enxágüe bem. Alessandra da Costa Bianchi Cetac-IPT (Centro de Tecnologia do Ambiente Construído)

Troncos e galhos
O que fazer com galhos e troncos de árvores que se acumulam com os cortes e podas em condomínios e casas? Eu preciso retirá-los, mas o bota-fora excedeu. Aliança Terraplanagem Ubatuba (SP)

A Resolução Conama 307 e outras leis ambientais visam disciplinar o gerenciamento de resíduos sólidos, estabelecendo diretrizes e procedimentos para os Programas Municipais de Gerenciamento (voltados ao pequeno gerador) e para os Projetos de Gerenciamento (voltados ao grande gerador). Geralmente, o volume de resíduos de condomínios é elevado, os classificando como grande gerador. Na cidade de São Paulo, por exemplo, é classificado como grande gerador aquele que gera um volume de resíduos maior que 200 l por dia, ou em massa 50 kgf por dia.

O grande gerador é responsável por segregar e transportar o resíduo para áreas de transbordo e triagem, para áreas de aterro ou para áreas de reciclagem, e não mais para botaforas. O problema, no entanto, é que a maioria dos municípios ainda não implementou suas legislações com relação aos resíduos sólidos, portanto, ainda não incentivou a implantação de áreas de transbordo e triagem, que no caso teriam a função de separar a madeira da poda e, eventualmente, vendê-la para uma olaria para ser utilizada em fornos. O Município de Guarulhos, por exemplo, desenvolveu um programa que é responsável pelo PEV (Ponto de Entrega Voluntária de Entulho e Lixo Seco Reciclável). Tais pontos recebem entulho (resíduos de construção, ferro, argamassa e solo), móveis, sobras de poda de árvores, utensílios inaproveitáveis e materiais de coleta seletiva (plástico, papel, vidro e metal).

No caso do município de Ubatuba, seria necessário analisar se existem áreas de transbordo e triagem, pontos de entrega do poder municipal ou aterros sanitários que recebem poda. Em caso negativo, é necessário elaborar procedimentos gerenciais para dispor essa poda, fazendo-se posteriormente a separação da madeira para futura venda como lenha, por exemplo.
Luciana Alves de Oliveira Cetac-IPT (Centro de Tecnologia do Ambiente Construído)

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