Um encontro realizado há poucos meses (a portas fechadas) entre construtoras paulistas e fornecedores quase sela o destino das fachadas revestidas com cerâmicas em São Paulo. Fabricantes e especialistas em argamassas foram convidados a apresentar um diagnóstico sobre o desplacamento de revestimentos em fachadas de construções. Quais poderiam ser as causas? Teriam sido mal-executadas? As argamassas possuem desempenho aquém do esperado? O tardoz do revestimento não apresenta boas condições de aderência? A mão-de-obra para esse tipo de serviço é pouca cuidadosa e preparada? Perguntas certamente não faltam. Difíceis e, por vezes, polêmicas são as respostas, que merecem atenção especial das construtoras e dos profissionais envolvidos.
O meio técnico precisa se empenhar ao máximo para evitar a ocorrência de acidentes, que certamente contribuiriam para jogar por terra uma opção tecnológica que conta com a simpatia de boa parte do mercado.Vale lembrar que cidades litorâneas, sobretudo do Nordeste, mantêm firme a tradição de uso do sistema.
Felizmente, as construtoras têm debatido o tema em eventos e investido na contratação de consultores e de projetos específicos para o revestimento da fachada. É necessário arregimentar profissionais experientes e disseminar o conhecimento das empresas e institutos de pesquisa que têm se dedicado aos estudos e ensaios sobre os materiais envolvidos. Impensável seria simplesmente abandonar um sistema cujas qualidades técnicas e estéticas são atraentes tanto para construtores quanto para consumidores.Abrimos aqui as páginas de Téchne para os interessados em um debate maduro, isento e que tenha como objetivo as boas práticas de projeto, especificação e execução dos revestimentos cerâmicos para fachadas.
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Entrevista com o urbanista Cândido Malta |