Edifício recebe concreto de 90 MPa
A torre do Centro Empresarial Antártica, construído na cidade de Ponta Grossa (PR), tem hoje um dos concretos com maior resistência à compressão do País: 90 MPa. A estrutura, desenvolvida por Moacir Inoue, foi projetada de modo a atender à demanda por grande circulação na garagem do edifício. O concreto, fornecido pela Concrebrás, teve em sua dosagem a relação água/cimento de 0,25, cimento CP-V ARI, aditivos e slump de 20 cm. O controle tecnológico esteve sob a responsabilidade do Ibracon (Instituto Brasileiro do Concreto), que garantiu a uniformidade e conformidade do material.
Nova tecnologia para coberturas
Uma manta vegetal desenvolvida por pesquisadores da EESC (Escola de Engenharia de São Carlos), da USP, para coberturas de edificações, permite reduzir os índices de variação térmica no local. Chamado de CVL (Cobertura Verde Leve), o sistema, que ainda não tem previsão de comercialização,é composto basicamente por três materiais: sobre a laje, um impermeabilizante à base de resina de mamona; em seguida, uma geomanta plástica que drena água com rápido escoamento; e, sobre ela, uma camada de até 10 cm de terra para plantio de espécies vegetais. Em testes realizados pela equipe da EESC, a temperatura superficial da laje sob a CVL variou entre 17,5 e 26,7ºC. "Em outros sistemas de cobertura, a temperatura pode oscilar entre 9 e 51ºC, especialmente se o projeto do telhado não levar em conta os processos de trocas térmicas", afirma o coordenador da pesquisa, professor Francisco Vecchia.
Brita alternativa
Pesquisadores da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) desenvolveram um material alternativo à brita para a preparação do concreto utilizado em lajes e painéis de vedação.
O compósito, à base de serragem de madeira e lodo de estação de tratamento, é cerca de 30% mais leve que a brita tradicional. O material, que pode ser fabricado em diversas dimensões, foi desenvolvido pelo professor Almir Sales do Departamento de Engenharia Civil da UFSCar e pelo pós-graduando Francis Rodrigues de Souza. Outra vantagem do compósito é o seu apelo ambiental, já que ele evita a extração da brita, recurso não-renovável, e dá destinação adequada ao lodo.
Elevador compacto
Ao completar cem anos de atuação no Brasil, a Otis trouxe para o País um equipamento que dispensa a casa de máquinas, o Gen2 Comfort. O trunfo está na substituição do cabo de aço convencional por cintas de aço revestidas de poliuretano, com maior flexibilidade e raio de curvatura menor, possibilitando o uso de máquinas até 70% mais compactas que as atualmente utilizadas. As cintas dispensam lubrificação e duram até três vezes mais que os cabos de aço.
Trabalham com polia de 8 cm, contra até 60 cm do convencional, e economizam em torno de 8 m2 na cobertura por elevador. O poliuretano é responsável pela ausência de lubrificação e diminuição de ruídos, pois elimina o contato de metal com metal.
Custando entre 15 e 20% mais que os equipamentos tradicionais, o Gen2 destina-se a aplicações em residências e estabelecimentos comerciais de pequeno porte, com até 16 paradas e carregando oito passageiros. Presentes em cerca de seis mil aparelhos europeus, as cintas são monitoradas ininterruptamente pelo sistema Otis Pulse de fluxo magnético, que informa em tempo real sobre o estado dos fios de aço, detectando perdas.
Norma de instalações elétricas é atualizada
A Norma Regulamentadora de segurança em instalações elétricas sofrerá mudanças. Desde 2004, um grupo de engenheiros eletricistas e de segurança no trabalho foi organizado, a pedido do Ministério do Trabalho, para discutir e elaborar uma atualização para a NR-10. O novo texto deverá entrar em vigor em dezembro próximo.
PÁGINAS :: 1 | 2 | Próxima >>