NILTON NAZAR
Formado em engenharia civil pela Escola de Engenharia Mauá, em 1972, Nilton Nazar projeta fôrmas há 24 anos. Sua carreira começa em 1973, como assistente técnico de engenharia da Jubran Engenharia. De 1974 a 1975 foi engenheiro de obras da construtora Bracco Thomé. Ainda em 1975 transferiu-se para a construtora Inc. Fresno, onde era engenheiro coordenador. De 1976 a 1982 foi coordenador superintendente do Consórcio Técnico de Engenharia e Arquitetura Ltda. De lá saiu para fundar a Hold- Pemarc Engenharia Ltda., onde é diretor geral. É também bacharel em administração de empresas pelo Mackenzie e pós-graduado em Política e Estratégia pela USP (Universidade de São Paulo), além de ter cursado a Escola Superior de Guerra. Em 2006, concluiu mestrado em Habitação pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo).
Ao contrário do que se poderia imaginar, o advento das fôrmas industrializadas aumentou a importância do projetista de fôrmas, e isso se deve a fatores como prazos de execução, partidos estruturais e segurança. Bem diferente de apenas pensar em como manipular as fôrmas - de qualquer material - de modo que garanta o formato desenhado pelo projetista de estrutura, esse profissional deve considerar custos de materiais, produtividade da mão-de-obra e exigências arquitetônicas, dentre outros elementos. Ao analisar tais dados, tem como sugerir mudanças estruturais, podendo até modificar todo o projeto e influenciar significativamente no orçamento. Para definir responsabilidades, um grupo se organizou para elaborar uma norma nacional para sistemas de fôrmas e cimbramentos. Composto pelos mais variados representantes, o grupo deve concluir o texto em, pelo menos, um ano, segundo contou Nilton Nazar, entrevistado desta edição da Téchne. Ele aponta uma tendência de especialização nesse setor e a importância crescente que a assistência técnica vem ganhando como critério de seleção dos fornecedores. Os projetistas não querem assumir sozinhos a responsabilidade por todo o sistema, recorrendo ao apoio das empresas. Nazar prevê também mudanças nos custos, uma vez que o desempenho das fôrmas influencia muito os demais sistemas da construção. A segurança também deve virar prioridade, e os casos de colapsos de fôrmas e escoramentos devido ao mau dimensionamento tendem a diminuir.