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Qual sua opinião sobre as causas do desabamento do Metrô?



Sejam quais forem as conclusões finais, fornecidas pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) dentro de algumas semanas, órgão reconhecidamente capacitado para isso, cabe à PINI aguardar os resultados para elaborar as reportagens baseadas em critérios seguros, que devem ficar longe do terreno das especulações. No entanto, em vista da comoção causada pelo acidente, coloca à disposição dos profissionais do setor o fórum da revista Téchne na internet (www.revistatechne.com.br), especializada em tecnologia da construção, para abrigar as opiniões dos que queiram se manifestar.

Marcelo Novelli [23/02/2007 10:37]Mensagem imprópria? Clique aqui

Acho que é evidente que usaram concreto inadequado agora devemos saber se foi por economia ou foi realmente um erro técnico, o que sinceramente não acredito.
sergio bruno farinha canarim [31/01/2007 15:31]Mensagem imprópria? Clique aqui

Pelas imagens exibidas na TV, verifica-se o desmonte frágil da casca cilíndrica vertical de concreto simples. Será que a estrutura não tinha mesmo armação? As recomendações da NBR 8118-2003 foram observadas?
CARLOS EDUARDO PEDRO DE MORAIS [29/01/2007 09:52]Mensagem imprópria? Clique aqui

Não tenho visto nas diversas notícias e artigos que estão por aí, uma consideração extremamente importante: o poder público (municipal, estadual e federal), licita obras com projeto básico e a empresa ganhadora da obra desenvolve o projeto executivo.Este tipo de procedimento pode explicar inúmeras situações. Esta é uma discussão que não pode ficar fora das análises desta tragédia.
Fernando Vasques [27/01/2007 20:19]Mensagem imprópria? Clique aqui

O colega MaçahiKo Tizaka já tocou no ponto nevrálgico do que poderá constituir-se no "apagão da engenharia" em futuro próximo.Parabéns pela clareza e simplicidade.
Ana Luiza de Lemos Mello [27/01/2007 17:43]Mensagem imprópria? Clique aqui

Muito bem colocado o artigo exposto pelo colega Maçahiko Tisaka, com relação à Lei de Licitação que obriga ao gestor público a optar pelo mais barato, sendo que na maioria das vezes, paga-se muito caro por isso. Sem contar o fato de que os órgãos de fiscalização e controle penalizam, na maioria das vezes, o engenheiro que opta por soluções que tecnicamente são as melhores mas que ultrapassa o limite do gasto público. Mais um vez está comprovado o ditado que nossos antepassados já diziam:"o barato sai caro." Resumindo, não se pode deixar de fazer engenharia em obras de relevante importância para o país. Não é de hoje que o país vem perdendo profissionais especializados com o sucateamento do parque tecnológico. O momento é de reflexão.
José Rodrigo Santana Pinho [27/01/2007 13:49]Mensagem imprópria? Clique aqui

Prezados colegas, parece-me que, antes de possíveis erros técnicos (não-cumprimento de prazos técnicos, erros de projetos, de execução, etc.), o maior erro foi termos deixado a "concorrência do mercado capitalista" engolir-nos e cegar-nos a ponto de sermos desvalorizados como profissionais. A busca pelo menor preço ante à qualidade é extremamente prejudicial para as nossas obrass, não apenas à época de suas construções, mas irremediavelmente tempos depois, quando a sua durabilidade estiver seriamente comprometida, demandando gastos PÚBLICOS para suas recuperações. Além disso, há engenheiros que, como Sérgio Naya, negligenciam a qualidade técnica que nos deve ser inerente a um punhado de moedas a mais. Pobres de nós que escutamos: "o concreto está muito caro! Corte o cimento!".
Luiz Carlos Gevaerd [27/01/2007 10:48]Mensagem imprópria? Clique aqui

100% erro técnico. Estavam tão preocupados, as grandes empreiteiras em contar com lucros por metro de túnel construido que se esqueceram de cuidar da VIDA; do aperário e de quem circulava pelo local. è inadmissível, em pleno século 21, ainda existir erros tão primários, onde está a segurança do trabalho?
ENAUDE MAGRINI [27/01/2007 10:31]Mensagem imprópria? Clique aqui

Sou da geração que eternizou o desabamento da Gameleira como marca indelevel de nossas mazelas nas:contratações-projetos e execuções;agora estamos na era do metro e sua malfadada tragédia;espero que nao apareça outra tragédia para deletarmos esta de agora.Nao será facil nos desmacularmos,ainda mais que se espera sejam cortadas as cabeças dos "reponsaveis",que para variar serao nao do alto escalao,mas tecnicos assalariados e pais de familia.
Claudio Calou Yoshimura [26/01/2007 19:23]Mensagem imprópria? Clique aqui

Só queria registar minha satisfação com o equilíbrio e bom senso dos participantes desse fórum.
Donarson Floriano Machado [25/01/2007 19:49]Mensagem imprópria? Clique aqui

É dificil uma opinião de longe, com informações apenas da imprensa. Entretanto, uma questão que se coloca é a forma de contratação, em que se retira do poder público, seja a fiscalização intensa. Se considerarmos o custo do empreendimento, a dimensão dos riscos envolvidos, principalmente o risco aos habitantes, é de se pensar. O valor da fiscalização está em ter como principal objetivo a segurança e a qualidade da obra, enquanto o principal objetivo das construtoras é o lucro.
ISAURINDO ÉVORA FURTADO [25/01/2007 07:50]Mensagem imprópria? Clique aqui

Olá pessoal.Eu não estive acompanhando as obras do metrô de São Paulo desde que começaram mas pelos conhecimentos que eu tenho da engenharia civil eu acho que o que aconteceu foi um erro de planejamento.Começou na fase de projecto em que os projectistas responsáveis pelo projecto de contenção das paredes da escavação cometeram algum erro nos cálculos e continuou com a equipa de fiscalização do próprio projecto e talvez com os gerentes da obra que talvez querendo exigir um bocadinho de pressa na execução da obra preteriram a qualidade.Enfim, é um erro crasso, com consequências graves como se viu que vai servir para se pensar a engenharia que nós todos fazemos para que no futuro erros como esse não sejam cometidos. Isaurindo Évora Furtado.Engenheiro Civil.Instituto de Estradas de Cabo Verde.
Glauco de Campos Arruda [24/01/2007 18:26]Mensagem imprópria? Clique aqui

Rápido e rasteiro; sexta-feira horário de almoço(gestores), obra na mão do encarregado de túnel faturando por metro escavado.Deu no que deu!!
MAURICIO ISTAKE [22/01/2007 19:26]Mensagem imprópria? Clique aqui

Na minha opinião houve uma falta de corporativismo e porque não dizer uma falta de ética por parte do Eng. secretário de obras (não sei se é do estado ou da cidade de SP), que colocou a cara na TV acusando "Falha de Engenharia" (Projeto ou Execução), só gostaria de saber baseado em que ele tirou essa conclusão. Será que ele tinha conhecimento para tal afirmação? Será que ele fez um levantamento do Projeto,Memória de calculo e diário de obras? Se o IPT pediu um prazo para apurar o caso, como o Secretário (Engenheiro) pode tal afirmação um dia depois do acontecido? É meus caros colegas Engenheiros a nossa classe está feia, ou melhor com "Falhas de comentários inoportunos de Engenharia" e o pior que são comentários feitos por Engenheiros. Ass. Eng. Mauricio Istake
Marcelo Novelli [22/01/2007 17:44]Mensagem imprópria? Clique aqui

Acho que além da instabilidade do solo que não foi levantada corretamente ainda arrimaram com muita delicadeza, isto é não seguramente, não considerando hipótese de chuvas abundantes. Uma estrutura como a que foi colocada não era suficiente; já vi um caso como este onde tiveram que refazer as paredes de contenção com arrimos extremamente bem equilibrado e seguros, completamente armados.
Francisco Faleiros Lopes [22/01/2007 11:41]Mensagem imprópria? Clique aqui

Mais uma vez a geotecnia e a geomecânica foram menosprezadas, como acontece na maior parte dos acidentes que a nossa engenharia vem registrando. Resta saber como estava aquele "concreto" de revestimento dos túneis e do shaft, que ruiram tão facilmente.
renato avelino [22/01/2007 11:33]Mensagem imprópria? Clique aqui

Meu caro Egydio. Você conseguiu de maneira suscinta, séria e objetiva elucidar o enrêdo desta ópera. Eng.Civil Renato Avelino
Eduardo Muzzolon [22/01/2007 09:25]Mensagem imprópria? Clique aqui

Impossível determinar quais as causas prováveis do desabamento, sem que antes sejam efetuados todos os ensaios necessários, ouvidas testemunhas, analisados projetos, laudos, diários de obra e boletins de acompanhamento dos serviços. De um lado, o Consórcio formado pelas cinco maiores empresas nacionais do ramo; do outro, o Estado e suas empresas, além das Associações e sindicatos de funcionários destas. O equilíbrio deve nortear as ações, sem que haja a busca de culpados antes da descoberta das causas prováveis. Nas entrevistas concedidas à redes de TV, notei certo pré conceito partindo de funcionário do Ministério Público, que açodadamente fez ilações como se fosse notória e única a causa do desastre. Por outro lado, insegura é a Segurança Pública oferecida: diariamente o número de vítimas fatais é superior ao da tragédia, bem como o de vítimas de acidente de trânsito. Revisar Normas, fiscalizar obras e contratos não me parece o suficiente. Há que educar-se para a cidadania.
José Rodrigo Santana Pinho [22/01/2007 01:07]Mensagem imprópria? Clique aqui

Caro Egydio Neto, se em um consórcio com as maiores construtoras do país há a suspeita do "lucro ter engolido" a segurança (e a qualidade também!), o que dizer de obras menores, realizadas por "profissionais" sem a devida qualificação? É realmente duro imaginar este cenário e pior ainda, é fazer parte dele. Tomara que em nossos serviços, consigamos embutir na cabeça de nossos clientes que eles não estarão perdendo dinheiro, e sim investindo em qualidade e segurança. Que a nossa opinião técnica nunca mais seja colocada em leilão com a de outros colegas, em busca do menor preço...
EGYDIO HERVÉ NETO [21/01/2007 18:13]Mensagem imprópria? Clique aqui

Prezados Leitores: Temos duas atividades que deveriam andar juntas sob o guarda-chuva da Engenharia , até por que é Lei, mas que tomaram seus próprios rumos, impulsionadas pela queda de moral que se instalou na mais Alta Administração deste país. De um lado a atividade de construir: a construção. De outro, a atividade de negociar: o negócio. A construção em si é uma atividade sob Responsabilidade Técnica obrigatória de Engenheiros. É regulamentada por Lei e fiscalizada pelo CONFEA-CREAs em todo o país. Nada impede que a construção seja também um negócio. Afinal, estamos em uma democracia capitalista e as atividades empresariais têm o compromisso do lucro. No entanto, quando se trata de Engenharia, a construção como negócio tem que respeitar primeiro a segurança, a qualidade e finalmente a economia, tripé sobre o qual se apóiam as nossas atividades. Só depois, se acontecer, estará o lucro, justo pagamento pelo trabalho. Resta saber se nesta obra o lucro engoliu a segurança...
Ary Haro [21/01/2007 14:00]Mensagem imprópria? Clique aqui

Como professor de Engenharia Civil da UFPR, e experiente em gestão pública, fico extremamente preocupado ao me dar conta do contexto em que essa tragédia aconteceu, e do tipo de futuro imediato que ela parece nos anunciar. Por um lado, as empresas mais poderosas do país mostram-se vulneráveis ao jogo do "preço x qualidade" ao ponto de comprometerem a segurança de uma obra urbana e a sua tremanda credibilidade técnica. E por outro lado ... não há consolo ! Criamos 1.700 novos cursos de "Engenharias" nos útimos 10 anos no Brasil; "simplificamos" o currículo mínimo de formação dos Engenheiros; estamos credenciando pelo menos (por enquanto) 200 novas modalidades de Engenharia. E o sistema CREA / CONFEAS ocupa-se de "regulamentar" essas centenas de modalidades, e de estumular o tipo de corporativismo mais antigo e primitivo em nossos jovens, que esperam se tornar "donos" das "novas" atribuições a serem criadas.Sem falar na crônica falta de recursos para as Universidades, etc.
JOSÉ LINCOLN MAZZÊO ARAÚJO [21/01/2007 13:46]Mensagem imprópria? Clique aqui

Infelizmente um lamentável desastre que o nível da engenharia nacional não pode admitir, principalmente tendo ocorrido em São Paulo. Passado o estágio da comoção as "autoridades competentes" devem analisar criteriosamente todos os parâmetros que permitam chegar a uma conclusão técnicae jurídica que atenda aos anseios de toda a população, com a devida punição aos culpados e indenização das famílias das vítimas. A natureza não pode ser a única culpada.
Ary Haro [21/01/2007 13:40]Mensagem imprópria? Clique aqui

Como professor de Engenharia Civil da UFPR, e experiente em gestão pública, fico extremamente preocupado ao me dar conta do contexto em que essa tragédia aconteceu, e do tipo de futuro imediato que ela parece nos anunciar. Por um lado, as empresas mais poderosas do país mostram-se vulneráveis ao jogo do "preço x qualidade" ao ponto de comprometerem a segurança de uma obra urbana e a sua tremanda credibilidade técnica. E por outro lado ... não há consolo ! Criamos 1.700 novos cursos de "Engenharias" nos útimos 10 anos no Brasil; "simplificamos" o currículo mínimo de formação dos Engenheiros; estamos credenciando pelo menos (por enquanto) 200 novas modalidades de Engenharia. E o sistema CREA / CONFEAS ocupa-se de "regulamentar" essas centenas de modalidades, e de estumular o tipo de corporativismo mais antigo e primitivo em nossos jovens, que esperam se tornar "donos" das "novas" atribuições a serem criadas.Sem falar na crônica falta de recursos para as Universidades, etc.
MARIA CLARICE DE OLIVEIRA RABELO MORENO [21/01/2007 12:55]Mensagem imprópria? Clique aqui

A imprensa bombardeou a todos impunemente com várias teorias e suposições. Falta ao CREA uma posicionamento mais firme, uma colocação da sua postura. Tem-se que esperar os laudos!!! Surpresas podem advir. Algo inusitado pode aparecer ou não. O que não pode são leigos dizendo isso e aquilo e toda Engenharia fica fragilizada. CREA, mostre para que vc serve!
renato avelino [21/01/2007 12:11]Mensagem imprópria? Clique aqui

Errou o Estado, através de seus gestores, ao não levar em conta o pedido de suplementação de verbas tomando o mínimo de cuidado de criar uma comissão para avaliar minuciosamente o caso. Errou o Consórcio - composto de empresas tão confiáveis quanto responsáveis - ao aceitar o risco de tocar uma obra de tamanha magnitude a preço fechado . Perdemos todos.Fica a lição, mas a um preço muitíssimo elevado
valdonir estivalet teixeira [21/01/2007 11:46]Mensagem imprópria? Clique aqui

-Primeiro, o meu descontentamento com a imprensa, que opina em cima de suposições, o jornalismo, em sua maioria, é opinativo,penso que deveria seguir outros paises, investi gativo, onde OS FATOS QUE EU JULGO.-Segundo, concordo, com os que afirmam, sobre ditadatura de leigos,a decisão a muito não é mais de engenharia. Baixo custo e rapidez, para o espaço segurança/qualidade e isto tem preço. Novas tecno logias não significam melhor desempenho. Custo minimo é risco maximo. E a lei 8666, realmente fez a diferença, apesar de evitar abusos, nivelou por baixo.E por fim, muitos que nunca pisaram num canteiro para executar, ou que nunca erraram, pois pouco ou nada fizeram, se aproveitam de horas como estas para aprofundar ainda mais a crise de valores. A hora é do debate, a palavra com CREAS/CONFEAS/ SINDICATOS, que devem puxar, pois uma das melhores engen haria do mundo, não pode continuar vilependiada.Li materia de eng°, comparando calouro de direito/medicina com engª,ai a diferença começa
valdonir estivalet teixeira [21/01/2007 11:08]Mensagem imprópria? Clique aqui


construtora seleta ltda [21/01/2007 09:18]Mensagem imprópria? Clique aqui

Na nossa opinião, há as causas imediatas e as mediatas. As primeiras, não há como se esquivar de reconhecer, foi a falha da contensão do solo lateral ao túnel - independente de chuvas, de períodos de retorno etc. afinal, a vida útil desta obra seria medida em meses? as chuvas foram tão além da média histórica?. AS DO SEGUNDO TIPO, o Prof. Waldemar discorreu com precisão. E = E + E , me diziam na graduação, Engenharia é igual a Engenharia mais Economia; está claro que esta equação não merece tanta confiança. Frederico A. Coelho. Fortaleza-Ce
LUIS CARLOS BONETTI [20/01/2007 23:34]Mensagem imprópria? Clique aqui

Como meu avô dizia: "Economia é a base da porcaria";O modelo de estrutura utilizado para contenção, à primeira vista,segundo as "fotos" mostradas pela imprensa foi totalmente inadequado; Qualquer servente de pedreiro sabe que tanto em barragens como em contenções desta magnitude as paredes do fundo do poço devem ser mais espessas que a espessura das paredes da cota zero, sendo que o fundo do poço deve ter seus cantos arredondados, formando uma estrutura hiperbólica, ao que parece este critério não foi utilizado, é uma pena!
ALEX SANDRO OLIVEIRA DE LIRA [20/01/2007 22:56]Mensagem imprópria? Clique aqui

Bem amigos, depois de baixar a poira de todas as emoções e tristezas envolvidas neste desastre devemos ter momentos de serenidade a fim de expor o nosso ponto de vista a sociedade, levantar nossas bandeiras, cobrar do CREA e entidades de classe que se posicionem frente a mídia e a população quanto a este dilema de QUALIDADE TÉCNICA X ECONOMIA FORÇADA POR ADMINISTRADORES PÚBLICOS E PRIVADOS LEIGOS. Creio que em matéria de Engenharia Civil nossa palavra deveria ter alguma "autoridade" ou então rasgemos nossos diplomas. Nossa profissão tem sido muito desvalorizada aqui no Brasil, em detrimento de outras tão importantes quanto, como a medicina e o direito, porém, este desastre nos prova mais uma vez a relevancia dos serviços do engenheiro civil. Acredito que se levantarmos a voz através dos nossos representantes (CREA, Senge, parlamentares da área) sairemos deste triste episódio fortalecidos.
Gilvan Lopes da Silva [20/01/2007 22:28]Mensagem imprópria? Clique aqui

Atendo-me ao ponto principal, com certeza, a causa principal foi o rompimento da parede de contenção. Resta saber o por quê dessa fragilidade, em uma obra que deveria contar com projetos dos melhores engenheiros do país. Fica uma pergunta: Se um acidente desse porte aconteceu onde aconteceu; serão seguros os túneis por onde circularão nossos trens? que se apurem os culpados, mas, principalmente as causas, para que no futuro não se repitam tais erros, indepedente de quem seja a culpa.
José Rodrigo Santana Pinho [20/01/2007 21:33]Mensagem imprópria? Clique aqui

Concordo com as posições dos colegas Waldemar Hachich e Claudio Yoshimura, no que dizem respeito, respectivamente à desvalorização profissional dos engenheiros e à falta de fiscalização em contactos deste tipo. Sou engenheiro civil da Companhia Docas do Pará e trabalho com projetos e recuperação estrutural e posso perceber o quanto os nossos serviços estão desvalorizados e o quanto os "gerentes" não "ligam", simplesmente, para um projeto com qualidade, e sim sempre preocupados com prazos e custos, apenas, quando o mais importante de tudo isto é o conhecimento técnico que deve sustentar os nossos serviços. Realmente, é tempo de debates, porém, podemos "contra-atacar" os administradores e todo o descrédito da população para conosco com serviços sempre MELHORES, não permitindo que colegas inescrupulosos destruam toda a qualidade da Engenharia brasileira que, com absoluta certeza, está entre as melhores do mundo, principalmente em obras de concreto. Eng Civil M.Sc. José Rodrigo S. Pinho
axel de ferran [20/01/2007 21:33]Mensagem imprópria? Clique aqui

Li o artigo sde Waldemar Hachich. Sou formado na Poli (minas e Geologia à época). O primeiro erro é fazer turn-key sem ter- ao que eu saiba- conhecimento do terreno a atravessar, para as duas partes. Fuçar na lama é o mais difícil. Já vi um colega bom disso quebrar os dentes tentando atravessar um horizonte alterado preenchido com dique basaltico alterado. Axel, 20 jan 07
MÁRIO JOSÉ RIBEIRO DA SILVA [20/01/2007 19:29]Mensagem imprópria? Clique aqui

Creio que a engenharia civil brasileira passa por um período de provação. Primeiro a barragem de rejeitos em MG e agora a obra do metrô, linha 4 em SP. Aguardo a opinião dos grandes mestres que além do conhecimento técnico terão em mãos os dados da obra (espero). Espero que outras entidades estejam envolvidas além do IPT na busca das explicações das prováveis causas. Chuva não derruba obra bem feita.
SEPEC SERVIÇOS DE ENGENHARIA PROJETOS E COSNTRUÇÕE [20/01/2007 19:17]Mensagem imprópria? Clique aqui

Não acredito que empresas como as que estão formando o consórcio, com profissionais qualificados, e diga-se de passagem, não são poucos os que estão envolvidos na obra, fossem tão irresponsáveis de executarem a obra sem os devidos cuidados para uma exelência de construção. Todos são muito experientes, pois não estariam contratados pelas maiores empresas de engenharia do BRASIL. Que houve um erro, é claro que sim, más é hora de reflexão e verificar onde foi o erro e tomar as providências necessárias para sanar os danos. Daqui para frente temos que nos unir para elevar nossa ENGENHARIA CIVIL. Só pelo fato de esses profissinais estarem de frente do problema já é motivo de, no mínimo, respeito. O BRASIL precisa de homens que assumam seus erros e sucessos e niguém está fugindo a isso. Vamos parar de crescer em cima dos problemas dos outros.
Claudio Calou Yoshimura [20/01/2007 18:04]Mensagem imprópria? Clique aqui

Estou realizando consultoria para um comércio abalado pela construção da linha amarela e os danos ao edifício impressionam, dado que no momento das explosões a impressão é de que a obra está testanto todos os limites da segurança e do bom senso, com tremores que lembram um verdadeiro terremoto. Não tenho dúvida que a filosofia dessa obra é ir até o limite do cálculo e do risco, e não de trabalhar dentro de dimensionamentos confortáveis e seguros, já que o contrato de empreitada global prevê inclui o projeto sem a devida participação técnica do contratante ou auditoria, assunto que merecia ser mais debatido para evitarmos erros futuros.
Telemaker Tel. & Informática Ltda [20/01/2007 17:11]Mensagem imprópria? Clique aqui

As cinco empresas do consórcio são líderes brasileiras e já enfrentaram com sucesso desafios bem maiores que a linha amarela do metrô. Mas uma gestão correta de um empreendimento urbano não permite que ocorrendo um desastre seus atores fiquem silentes dias a fio, enquanto que o governador e o prefeito pessoalmente se desdobravam para trazer consolos, informações e garantias à população. Diante de tanto silêncio e omissão morri de vergonha de ser engenheiro. Independentemente do que o IPT venha trazer a luz, já houve muita imconpetência. Pedro John Meinrath
milton cesar de brito [20/01/2007 16:40]Mensagem imprópria? Clique aqui

O estranho que ninguém esta levando em consideração a época em que esta sendo executada essa grande obra. Acho que qualquer obra, principalmente tendo execução de fundação, nessa época de muita chuva teria que suspender o processo e trabalhar com prevenção do tipo, escoramento, se tiver necessidade.......
Silvio Lopes [20/01/2007 15:18]Mensagem imprópria? Clique aqui

Reforço estrutural na entrada do tunel, falha na sondagem, falta de coragem da engenharia de dizer NÃO.
MARIO ROBERTO CARNEIRO DOS SANTOS [20/01/2007 14:39]Mensagem imprópria? Clique aqui

Vou ser simples e bem rápido! Chuvas e explosões (fogo) em excesso. Sem discussão!!! Vamos todos esperar o laudo do IPT.
GILBERTO VICENTE DE AZEVEDO JUNIOR [20/01/2007 13:05]Mensagem imprópria? Clique aqui

A nata da engenharia nacional integra o Consórcio Via Amarela. Normalmente obras deste porte possuem seguro suficiente para cobrir perdas e danos. O maior motivo para este acidente é a ocorrência de chuvas acima da média. Determinadas obras em engenharia utilizam-se de uma informação que é "o tempo de recorrencia para acontecer determinada situação", assim prepara-se o cálculo para um número realista. O que aconteceu foi superior ao esperado. Ou será quen não?
Maria Terezinha de Medeiros Rosa [20/01/2007 11:58]Mensagem imprópria? Clique aqui

Não sou da área de Engenharia, mas meu esposo trabalha na Engenharia Civil e Elétrica, acompanhei tudo e gosto desta área bem como a Arquitetura, penso que nossa Engenharia Brasileira é das mais competentes, excelentes profissionais e empresas que quando fazem o trabalho pensando tanto no contratante e contratado fazem com responsabilidade, competência, talento. Temos uma Engenharia de excêlencia, com muitos profisisonais fazem o Brasil crescer, não será um acidente deste que fará criar a dúvida, moro perto desta obra do metrô duas ruas acima, no meio desta obra em Pinheiros, conheço bem o que estão dizendo neste Fórum. Temos sim que fazer debates e Fóruns conscientes e chamar responsabilidades, mas não usar o nome da Engenharia e de profissionais para uma falta de consciência e promover publicidade em cima de falta de conhecimento de causa. Estou acompanhando de perto tudo lendo e assistindo para obter um resultado que seja bom para área de Engenharia que constroi o Brasil.
CARLOS AUGUSTO RABÊLO [20/01/2007 10:23]Mensagem imprópria? Clique aqui

Não se pode julgar sem ter conhecimento de causa. Acredito que, antes de tudo deve-se esperar o laudo do IPT. Contudo fico a imaginar o que deve ocorrer por trás dos bastidores (se é verdade o que tem sido veiculado), tornando a nossa engenharia despretigiada, colocando os profissionais no ostracismo, como se não fôssemos nós a fazer a Engenharia. Deixo também a minha observação quanto ao desrepeito entre contratante e contratado, quanto à coisa pública e em outros seguimentos da sociedade.
ERIC COZZA [19/01/2007 17:05]Mensagem imprópria? Clique aqui

A HORA DO DEBATE CONSCIENTE E RESPONSÁVEL A grande exposição na mídia e o sensacionalismo de alguns veículos de comunicação não podem frustar a oportunidade de o meio técnico debater, no momento certo, o assunto em profundidade. O artigo do Prof. Waldemar Hachich, divulgado pela Newsletter PINIweb, aborda temas relevantes, como o preço da qualidade e as atuais práticas contratuais das obras públicas. Vale a pena levantar também a falsa idéia, corrente na sociedade, de que a Engenharia Civil é uma ciência exata, desvinculada das condicionantes de custo, prazo e qualidade. Espero que este Fórum possa contribuir para uma discussão ética e responsável.
 
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