Perfil
Nome: Selmo Chapira Kuperman
Idade: 61 anos
Graduação: Engenharia Civil, em 1969, pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo
Pós-graduações: especialização em Materiais de Construção pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil de Portugal; em Materiais para Construção Civil na Taylor Woodrow Research Laboratories da Grã-Bretanha; em Concrete Construction na Universidade da California – Berkeley (EUA); mestrado e doutorado em Engenharia Civil pela Escola Politécnica da USP
Empresas em que trabalhou: IPT, Themag Engenharia, USP e Desek
Cargos exercidos: membro de comitês técnicos da ABNT, do American Concrete Institute e da American Society for Testing and Materials, presidente do Ibracon e professor convidado da USP
Quando partiu para a graduação, em 1963, não havia para Selmo Kuperman muitas opções além dos principais cursos das áreas de Exatas, Humanas e Biológicas. Direito não estava em seus planos; Medicina, talvez estivesse, mas a longa extensão do curso não atraía o vestibulando. Como pretendia trabalhar na indústria automobilística, carro-chefe da política desenvolvimentista de Juscelino Kubitschek, Selmo partiu para a Engenharia Mecânica da FEI (Faculdade de Engenharia Industrial), que cursou durante um ano.
Não se adaptou ao curso, prestou novo vestibular e entrou na Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo). Durante o ciclo básico do primeiro ano, assistiu a algumas aulas em Mecânica, Minas e Civil, e finalmente escolheu a última. "Talvez eu tenha ido para a Engenharia Civil porque tinha o melhor time de futebol da faculdade", brinca. "A engenharia civil não estava no sangue. Na verdade, aconteceu por acaso." Durante o curso, estagiou em uma construtora e no escritório de cálculo estrutural de Julio Kassoy e Mário Franco. Concluiu a graduação e foi para o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo), trabalhar como pesquisador na área de tecnologia de concreto e materiais de construção.
No início da década de 1970 veio o "Milagre Econômico" e o período de investimentos em infra-estrutura. A demanda por engenheiros civis cresceu e a Themag, que prestava consultoria em obras de barragens, anunciou uma vaga - que ficou com Selmo - para pesquisa de tecnologia de concreto em barragens. Foi o momento de participar de obras de porte, entre elas Ilha Solteira e Jupiá.
Prestes a concluir o mestrado, em 1973, o engenheiro quis estudar fora do País. Quando sua empresa lhe garantiu que não perderia seu posto, solicitou bolsa de estudos em Portugal e na Inglaterra. Quase ao mesmo tempo, teve seu pedido atendido pela Fundação Calouste Gulbenkian portuguesa e pelo CBI (Confederação das Indústrias Britânicas, em inglês). Para não perder as duas oportunidades, pediu o adiamento da bolsa inglesa e partiu para Portugal, onde ficou por um ano pesquisando concretos expansivos no LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil). E jogando futebol. Nos dois semestres, foi bicampeão do campeonato do LNEC com o time de brasileiros de que fazia parte.
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