Perfil
Nome: Antônio Arnaldo de Queiroz e Silva
Idade: 73 anos
Graduação: Engenharia civil, em 1956, pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo
Empresas em que trabalhou: Companhia Siderúrgica Nacional, Cobrasma, Cinasa, Indústrias Villares, Sharp, Companhia do Metropolitano de São Paulo, Prefeitura do Município de São Paulo, Governo do Estado de São Paulo e Ductor Implantação de Projetos
Cargos exercidos: gerente geral de planejamento e diretor de operações do Metrô paulistano, na década de 70, secretário municipal de vias públicas, entre 1984 e 1985, e secretário de infra-estrutura e obras, entre 2005 e 2006, da Prefeitura do Município de São Paulo, secretário de Estado do Abastecimento do Governo do Estado de São Paulo, entre 1987 e 1988, dentre outros
Assessor do prefeito da maior cidade da América Latina, participando da solução de problemas que envolvem principalmente as vias públicas, como drenagem, despoluição de córregos, pavimentação, obras-de-arte e edificações, o engenheiro Antônio Arnaldo de Queiroz e Silva tem um trabalho que exige profundo conhecimento técnico e dos assuntos que envolvem a metrópole paulistana. Monteazulense de nascimento, aos dez anos veio para a capital cursar o ginásio.
Desde então, criou vínculos tais com a cidade que é impossível saber se a conhece a fundo em decorrência do trabalho sempre voltado às suas particularidades ou se a busca por soluções para seus problemas é que o tornou grande conhecedor dela. De qualquer maneira, é natural a Antônio Arnaldo, ao contar sobre sua trajetória profissional, contextualizar o momento histórico do País, remetendo ao papel da engenharia no que tange às questões políticas e sociais.
Foi aluno interno do Colégio São Bento até os 16 anos, quando o pai comprou uma casa, contratou uma empregada e mandou três irmãos mais novos morarem com ele. Posteriormente eles cursaram Arquitetura no Mackenzie, Medicina na USP, e engenharia na Poli.
Formado, deixou o Largo de São Bento para ingressar na Escola Politécnica da USP, motivado pela vontade de participar de grandes obras, como pontes e estradas, mas também pelas habilidades com exatas e, como é comum aos profissionais da mesma época, pela falta de opções de carreira a seguir. No entanto, assegura: "optaria novamente pela engenharia, não me arrependo da escolha".
Dentre os alunos da Poli contemporâneos a Antônio Arnaldo, destaca os que se tornaram prefeitos e governadores, como Mário Covas, Paulo Maluf e Reinaldo de Barros. Com o curso em tempo integral, um "regime muito puxado", os alunos eram mais próximos e a vida acadêmica muito mais intensa, com grande competitividade entre escolas e maior força política aos estudantes. "Hoje não se faz idéia do que era a vida estudantil universitária em São Paulo. Não é exagero dizer que todos os alunos se conheciam."
A plenitude do curso propiciou ao então estudante a chance de participar da construção da Casa do Politécnico, um edifício de nove andares que tinha a finalidade de abrigar estudantes do interior que não tivessem recursos. O grande desafio enfrentado pelas turmas que participaram do projeto era angariar doações de projetos, materiais e instalações para a obra, que foi feita sem nenhuma verba. Construída ao longo de cinco anos, foi concluída e entregue em 1956 pela turma de Silva, que era diretor da Casa na ocasião.
Bastante próximo de Covas – jogavam futebol no mesmo time da faculdade – foi convidado para ser secretário municipal de vias públicas entre 1984 e 1985, quando o primeiro foi prefeito. Com funções semelhantes às exercidas atualmente, respondia também pela iluminação pública. Nesse período foram pavimentadas quatro mil ruas, 10% do total da cidade à época. Para acumular competências necessárias ao cargo trabalhou antes na CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), na Cobrasma, na Cinasa (Construção Industrializada Nacional), no Metrô, nas Indústrias Villares e na Sharp.
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