PAULO VIEIRA DE SOUZA
Sob sua responsabilidade está a execução de todo o Trecho Sul do Rodoanel Mário Covas, em São Paulo. É diretor de Engenharia da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.) e coordenador do Grupo Executivo da Secretaria de Estado dos Transportes. Tendo participado dos convênios e modelagens envolvendo o Complexo Viário Jacu–Pêssego, as avenidas dos Bandeirantes e Roberto Marinho, o Corredor Expresso Tiradentes e as Marginais Pinheiros e Tietê, foi também Diretor de Custo e Planejamento Executivo da Companhia do Metropolitano de São Paulo e Coordenador do Grupo Executivo da Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos. Graduado em Matemática e Engenharia Civil pela Universidade Municipal de Taubaté, foi sócio e diretor da BRR – Engenharia e Construções e da Souza Millen – Gerenciamento, Planejamento, Engenharia e Construções.
Ainda em fase de terraplenagem – as frentes de obra partiram apenas no último dia 28 de maio – o Trecho Sul do Rodoanel se estende por 61,4 km, atravessa sete municípios, cruza duas represas e tem um orçamento de R$ 3,6 bilhões. Ainda assim, de acordo com o próprio diretor de engenharia responsável por todo o empreendimento, o maior desafio da obra não é técnico. Obviamente, há complicações severas principalmente no trecho de serra, nos trevos de acesso às rodovias dos Imigrantes e Anchieta, mas nada que bom planejamento, com eficaz gerenciamento de projetos, e execução competente não resolvam. E é justamente nos aspectos logísticos e de gerenciamento que o Rodoanel revela suas complexidades.
Antes de se tornar prioridade dos governos estadual e federal, o trecho esperou por quatro anos a emissão da licença ambiental Prioridade "A", que representa uma extensão pouco significativa em relação às Prioridades "B", recém-emitida, e "C", em andamento. Atualmente, envolta por um renovado espírito empreendedor e com foco no prazo, a Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.) se volta à execução dessa obra, ponto vital do sistema interligado de transporte não só do Município ou do Estado, mas de todo o País, por facilitar a ligação do Centro-Oeste com o litoral.
Para tanto, toda a empresa foi reestruturada para otimizar a administração, integrar departamentos e compatibilizar processos de decisão entre as mais variadas esferas. Paulo Vieira de Souza fala sobre questões de engenharia que extrapolam a técnica, o posicionamento estratégico da Dersa e a necessária sinergia entre departamentos e profissionais.
Qual é a função desse trecho do Rodoanel?
Enquanto sistema de transporte interligando o Oeste, o Sul e futuramente o Leste, o Rodoanel não desafoga em nada o tráfego da Marginal Tietê, que continua com os problemas que tem, mas alivia 43% do problema da Marginal Pinheiros. Também estamos interligando esta à rodovia dos Imigrantes por meio das avenidas Bandeirantes e Roberto Marinho, num sistema integrado que faz parte do grande anel que é o Rodoanel e que promove a interligação com ferrovias, o Ferroanel.
O Ferroanel é parte do projeto do Rodoanel?
Ele integra o corredor de exportação ligando os portos de Santos e São Sebastião e passando pelo Rodoanel. Há um estudo de modelagem que deixa uma plataforma de 30 m para o Ferroanel, e estamos estudando sua integração ao sistema de transporte estratégico.
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