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| Enxutos e de construção rápida,
os apartamentos de interesse social colombianos custam pouco mais
de R$ 22 mil e contam com subsídios governamentais |
A crescente facilitação de acesso ao crédito imobiliário
tem empurrado a indústria da construção civil para
um caminho bastante diverso daquele trilhado até então. Em
vez de um número restrito de empreendimentos de médio e alto
padrão, ganham campo produtos que atendem às camadas sociais
de renda mais baixa. De acordo com estimativas da ABCP (Associação
Brasileira de Cimento Portland), a expectativa é de que a demanda
cresça gradualmente até atingir um patamar de 1,5 milhão
de unidades construídas anualmente em 2012. Atualmente o déficit
habitacional é de cerca de sete milhões de moradias, sendo
que "para os grupos menos favorecidos - os 12% mais pobres
da população brasileira -, estima-se uma necessidade
de cerca de 1,6 milhão de novas casas entre 2007 e 2010".
Os dados são do estudo da FGV Projetos, O Crédito Imobiliário
no Brasil - Caracterização e Desafios, de março
de 2007.
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| Busca por industrialização esbarra
na falta de racionalidade e organização dos canteiros
colombianos |
Para suprir tal demanda há que se buscar alternativas aos sistemas
convencionais. Mesmo porque os sistemas construtivos mais comuns atualmente
não teriam, em princípio, condições de atender
ao volume de obras. Para evitar problemas com a oferta de mão-de-obra,
equipamentos e projetos, faz-se necessário buscar industrialização.
O gerente do IBTS (Instituto Brasileiro de Telas Soldadas), João
Batista Rodrigues da Silva, afirma que o setor que representa ainda registra
alguma ociosidade produtiva, mas que, mesmo assim, as maiores empresas
já planejam expansões. A Abesc (Associação
Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem) afirma que
suas associadas estão preparadas para absorver um crescimento de
até 20% no próximo ano. "Nosso problema não
é dosagem, é caminhão, mas estamos comprando equipamentos",
sentenciou seu presidente, Wagner Lopes.
Missões técnicas têm sido organizadas pelas principais
entidades representativas da construção civil. A própria
ABCP já havia ido ao México, em 2002, ao Chile e também
à Colômbia, já nesse ano, para conhecer protótipos
e tecnologias construtivas. Entre os últimos dias 4 e 6 de dezembro
uma nova missão visitou a Colômbia para melhor observar a
construção de unidades habitacionais com paredes de concreto.
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| Após a colocação de todas as
armaduras do pavimento, assim como de todas as instalações
elétricas e hidráulicas, as fôrmas são
posicionadas para receber o concreto |
A escolha pelo país do presidente Álvaro Uribe, em detrimento
do Chile, se deu devido às semelhanças com o Brasil no que
diz respeito ao déficit habitacional. "Aprimoraram processos
construtivos, buscando velocidade, daí a utilização
de paredes de concreto em tipologias de diferentes segmentos", justifica
Ary Fonseca Júnior, da ABCP.
Também alguns dos custos da construção colombiana
são semelhantes. Baseados apenas na experiência profissional
- e não em dados oficiais -, os engenheiros nativos
contaram que cada metro quadrado construído custa cerca de US$
150 e que o metro cúbico do concreto vale aproximadamente US$ 120.
As referências são para unidades habitacionais de 50 m2.
Missão técnica
A Téchne esteve presente nessa missão, que visitou obras
na Região Metropolitana de Bogotá cujos partidos estruturais
são totalmente baseados nas paredes de concreto, moldadas com fôrmas
de alumínio. Os objetivos das construtoras que adotaram o sistema
são aumentar a produtividade, reduzir a quantidade de mão-de-obra
e aumentar a velocidade de execução. Os benefícios
nesse sentido devem compensar os investimentos necessários para
compra das fôrmas.
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