Arquiteto
projeta megaedifício para 30 mil moradores
O arquiteto inglês Norman Foster apresentou ao Conselho de Arquitetos
de Moscou e aos habitantes da cidade o projeto do que seria o maior edifício
habitável do mundo. A construção, a ser erguida às
margens do Rio Moscou, que corta a capital da Rússia, poderá
servir de residência para até 30 mil pessoas. Concebido para
ser uma "cidade dentro da cidade", o complexo contará
com hotéis, museus, comércio, cinemas e residências.
A 7,5 km do Kremlin, sede do governo russo, a estrutura de 2,5 milhões
de m² de área total construída – o equivalente
a cerca de 380 campos de futebol – terá formato espiralado
e 450 m de altura, com fachada em vidro. O edifício terá
um átrio de 150 m de altura, que se abrirá no verão
para refrescar a área comum central. Terraços com jardins
de inverno serviriam de barreira para proteger o complexo das temperaturas
extremas comuns em Moscou. O custo total da obra, que poderia ser executada,
de acordo com o arquiteto, em seis anos, é estimado em US$ 4,5
bilhões e já tem autorização prévia
do governo da cidade. Norman Foster projetou, entre outros, o novo estádio
de Wemblei, em Londres, o Viaduto de Millau, na França, e o Commerzbank
Tower, edifício de 56 andares, em Frankfurt, Alemanha.
Prefeitura de SP volta a investir no Metrô
O projeto de Orçamento da Prefeitura de São Paulo
para 2008, aprovado pela Câmara de Vereadores, destinará
cerca de R$ 2 bilhões para o Metrô da cidade. O investimento
não acontecia desde a década de 1970, quando o controle
ficou completamente com o Governo do Estado. A emenda, aprovada pela Câmara,
autoriza o município a investir no Metrô o mesmo valor destinado
ao pagamento do acordo da dívida federal, ou seja, 13% da receita
líquida municipal. O valor seria suficiente para o financiamento
da construção de 1 km/mês de linha de Metrô.
O Orçamento total da Prefeitura para 2008 é de R$ 25,2 bilhões.
Construtora readequa curso de alfabetização de trabalhadores
A MPD-KC atualizou seu projeto de alfabetização
de trabalhadores nos canteiros de obras, o Construindo Letras. Desenvolvido
em parceria com a Adventto Ética e Cidadania Empresarial, o curso
teve sua duração reduzida de nove para quatro meses. Segundo
a MPD-KC, o novo formato do curso, já certificado pelo MEC, foi
adaptado à realidade do setor. Com uma duração menor,
segundo a empresa, é possível evitar a evasão dos
alunos e aumentar o aproveitamento durante o período de aprendizado.
Ao concluir o curso, o trabalhador faz uma prova em uma das escolas da
rede pública para receber o certificado até a 4a série.
As aulas têm duração de duas horas, iniciando depois
do expediente, às 17h30, sempre de segunda a quinta-feira.
Curitiba terá um dos maiores edifícios de alvenaria
estrutural do Sul
A Construtora Baú construirá em Curitiba um dos
maiores edifícios em alvenaria estrutural da região Sul.
Localizado no bairro Água Verde, o Felice Condomínio Club
terá dois subsolos, térreo e duas torres com 19 pavimentos
cada, sendo um pavimento dúplex inferior e um superior, totalizando
180 apartamentos. A solução foi adotada, principalmente,
para reduzir em dois meses o prazo de entrega da obra do empreendimento.
A logística do canteiro também foi levada em consideração,
pois o terreno encontra-se em um miolo de quadra com apenas um acesso
estreito, e o uso de blocos facilitaria o fluxo de fornecimento de materiais
e componentes. O prazo de execução do edifício, cujos
apartamentos foram completamente vendidos em dois meses após o
lançamento, será de 18 meses. A alvenaria será realizada
em nove meses.
Balanço mostra impactos do Programa Habitare
De 1995 até o final de 2007, o Programa Habitare (Programa
de Tecnologia de Habitação), da Finep (Financiadora de Estudos
e Projetos), destinou R$ 21,6 milhões para pesquisas na área
de tecnologia do ambiente construído. O aporte financeiro, que
tem apoio da Caixa Econômica Federal e do CNPq, é distribuído
na forma de bolsas para projetos desenvolvidos por universidades de todo
o País. Orientações para substituição
de contaminantes em tintas; metodologias para aproveitamento do resíduo
da construção; materiais alternativos como telhas em fibrocimento
e blocos com cinzas; uma vila ecológica na Amazônia e casas-modelo
que mostram como a habitação social pode ter qualidade e
incorporar requisitos da construção mais sustentável
são alguns exemplos de resultados das pesquisas financiadas pelo
programa da Finep. Outros impactos tecnológicos, econômicos,
sociais e ambientais do programa estão reunidos em uma edição
especial da Revista Habitare, disponível no portal do programa
(www.habitare.org.br).
IPT
tem novo presidente
O engenheiro mecânico João Fernando Gomes de Oliveira
assumiu em janeiro o cargo de diretor presidente do IPT (Instituto de
Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo). Escolhido
pelo Conselho de Administração do IPT, Oliveira terá
um mandato de dois anos e substituirá no cargo o engenheiro civil
Vahan Agopyan. Oliveira é professor titular do Departamento de
Engenharia de Produção da EESC (Escola de Engenharia de
São Carlos da USP) e fez pós-doutorado nos Estados Unidos,
na Universidade da Califórnia – Berkeley. É presidente
da Agência de Inovação Fábrica do Milênio
e coordenador do Instituto Fábrica do Milênio, projeto nacional
que tem por objetivo promover o desenvolvimento tecnológico-industrial
brasileiro.