Viaduto
será iluminado com LEDs em São Paulo
O viaduto Santa Ifigênia, inaugurado há quase um século
no Centro de São Paulo, vai receber um novo sistema de iluminação
com tecnologia LED (em português, luz de emissão de diodo).
Serão iluminados, em estilo Art Nouveau, o entorno dos arcos e
a borda inferior do gradil. O processo de compra de material e contratação
de mão-de-obra já foi iniciado, a obra tem previsão
de entrega para o fim de junho. O investimento será de R$ 400 mil.
Além do viaduto Santa Ifigênia, o Ilume (Departamento de
Iluminação Pública) pretende iluminar com LEDs outros
monumentos e edifícios na região central da Cidade. A intenção
é dar destaque aos prédios históricos. O consumo
de energia é 85% menor em relação a projetores convencionais
e o sistema tem duração de 15 anos. A expectativa do Ilume
é que o retorno do investimento ocorra em um ano e meio.
Abece lança serviço de verificação
de projetos
A entidade, que congrega escritórios de engenharia estrutural,
lançou o serviço chamado PVA (Projeto Verificado Abece)
no início deste ano em caráter experimental. A associação
objetiva ser solicitada a emitir os certificados única e exclusivamente
por seus membros. A entidade também poderá funcionar como
mediadora de conflitos em casos polêmicos nos quais os projetos
já tenham sido desenvolvidos. A primeira fase será limitada
para que os primeiros trabalhos possam servir de base para o aperfeiçoamento
do processo. A Abece justifica a prudência afirmando que, apesar
de o produto ser uma fonte de recursos para a entidade, pode também
lhe gerar passivos, caso não seja bem desenvolvido.
Ensaio alternativo de solo reduz custo de casas populares
Para baixar o custo das sondagens geotécnicas e orientar a escolha
da fundação de casas populares, pesquisadores desenvolveram
ensaios alternativos de avaliação do solo. Foram desenvolvidos
no Projeto Moradia, financiado pelo Programa Habitare, três métodos
de ensaio: o trado, que permite identificar de forma tátil-visual
a amostra de solo coletada; o cone dinâmico leve (DPL), que pesa
pouco e pode ser executado por apenas dois operários; e o teste
expedito de expansão e de colapso, uma versão simplificada
dos testes convencionais. Mais baratos que os ensaios convencionais, os
novos métodos prometem reduzir ainda mais os custos de produção
das casas populares. Estimando uma moradia de interesse social entre R$
10 e R$ 24 mil, por exemplo, o emprego da técnica SPT (Standard
Penetration Test) pode alcançar até 20% do custo da obra.
Sustentabilidade,
por Geraldo Gomes Serra
Segundo o arquiteto, mercado não tem a percepção
correta desse conceito
Arquiteto formado pela FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
da Universidade de São Paulo), desde 1961 é professor titular
da Universidade e pesquisador do Nutau (Núcleo de Pesquisa em Tecnologia
da Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo). Seu foco
é a tecnologia da arquitetura e urbanismo, principalmente a partir
do desenvolvimento urbano, urbanização, cidade, habitação
e metodologia de pesquisa.
Para o meio da construção civil, o tema sustentabilidade
ainda é permeado por conceitos pouco nítidos. Não
são claras as responsabilidades dos construtores e dos profissionais
de projeto, pois os impactos de uma obra sobre o meio ambiente envolvem
desde a forma de produção dos insumos até a eficiência
energética do edifício. Para esclarecer alguns dos conceitos
mais básicos da sustentabilidade aplicada à construção,
o pesquisador do Nutau, professor Geraldo Gomes Serra, foi entrevistado
pela Téchne. Confira o que pensa o arquiteto e quais os principais
dilemas do mercado sobre o tema.
O mercado sabe o que é sustentabilidade em edificações?
A julgar por reações que tenho visto em reuniões
que o Nutau promove, existe bastante confusão. Com freqüência
aparece alguém dizendo que não se sabe o que é sustentabilidade,
que há definições diferentes. Trata-se de um ambiente
acadêmico, e quem faz essas colocações não
é do mercado, mas acadêmicos que deveriam estar bem informados.
Por isso, acredito que o conceito é um pouco difuso.
Quais as definições correntes?
A primeira, presente na maior parte dos manuais, afirma que um processo
é sustentável quando emprega apenas recursos renováveis.
Ou, ao empregar recursos não-renováveis, o faz em ritmo
tal que permite o desenvolvimento de sucedâneos. A segunda definição,
da comissão Brundtland, diz que processos são sustentáveis
quando as futuras gerações podem continuar a desfrutar deles
da mesma maneira como desfrutamos hoje. As duas dizem que um processo
é sustentável quando pode ser mantido indefinidamente, quando
não há nada que determine o seu fim.
A sustentabilidade está ligada à industrialização?
A construção com métodos sustentáveis é
uma questão de racionalidade. Mais eficiência, menor custo,
racionalidade no uso de recursos e bom desempenho do ponto de vista térmico
e acústico, por exemplo, contribui para a sustentabilidade. Quanto
mais sofisticada for a construção do ponto de vista tecnológico,
será mais sustentável por levar em consideração
esses aspectos.
É necessário desenvolver novos materiais?
A pesquisa nessa área é prioritária. Há um
componente que é a nossa eventual contribuição para
as mudanças climáticas. Sabemos que a quantidade de gases
de efeito estufa está aumentando e que nossa contribuição
é muito grande. A construção civil gera muitos gases,
pois é uma grande consumidora de petróleo.
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