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Sistema de aproveitamento de águas pluviais para usos não potáveis



Sistema de aproveitamento de águas pluviais para usos não potáveis

Um crescente número de grandes cidades e regiões metropolitanas brasileiras vive situação de escassez e degradação dos recursos hídricos impondo a adoção de programas de conservação de água.

Entre os componentes de programas de conservação de água, figura o de substituição de fontes. Consiste basicamente em utilizar novas fontes de recursos hídricos em substituição às existentes, especialmente sob condições em que a nova fonte sirva a usos menos exigentes (menos "nobres"). O aproveitamento de água da chuva precipitada nas edificações do meio urbano se enquadra nessa categoria.

Três grandes virtudes são freqüentemente associadas ao aproveitamento da água de chuva em edifícios: a) diminui a demanda de água potável; b) diminui o pico de inundações quando aplicada em larga escala, de forma planejada, em uma bacia hidrográfica; c) pode reduzir as despesas com água potável.

Embora a prática do aproveitamento de água de chuva no Brasil remonte aos primeiros assentamentos na época do Descobrimento, a atual conjuntura renova a oportunidade dessa medida sob a égide da sustentabilidade.

Usos domésticos não potáveis
Usos domésticos são aqueles próprios ao ambiente da habitação ou moradia, embora possam estar presentes também em edifícios industriais, comerciais, públicos e de serviços. Entre eles citam-se o uso da água para simples ingestão, a lavagem e preparo de alimentos crus e cozidos, a lavagem de utensílios de cozinha, o banho pessoal, a higiene corporal, a lavagem de roupas, a descarga de bacias sanitárias, a limpeza de pisos, paredes, veículos, a rega de jardins, a higiene de animais domésticos. Podem ser incluídos usos como a descarga em mictórios, a água de reserva para combate a incêndio e a água para aquecimento e acumulação destinada ao banho e outros usos.

Entre os usos domésticos mencionados alguns exigem água cuja qualidade atenda aos padrões de potabilidade, ou seja, à Portaria 518/2004 do Ministério da Saúde. Entretanto outros usos domésticos não requerem características de qualidade tão exigentes quanto a potabilidade. Esses usos, para os quais não é exigida a potabilidade da água, são definidos como não potáveis.

Entre os usos domésticos citados pode-se dizer que a descarga de bacias sanitárias e mictórios, a limpeza de pisos e paredes, a lavagem de veículos, a rega de jardins e a água de reserva para combate a incêndio, enquadram-se como não potáveis.

Campo de aplicação
O presente artigo aplica-se ao aproveitamento de águas pluviais em usos domésticos não potáveis em edifícios diversos onde tais usos sejam praticados.

Considera-se neste artigo somente a precipitação pluvial sobre coberturas de edifícios, ou seja, lajes e telhados. Os pátios, garagens, jardins e outras áreas similares não são objetos de captação visando ao aproveitamento.

Componentes do sistema predial de aproveitamento de água pluvial
O sistema predial de aproveitamento de água pluvial para usos domésticos não potáveis é formado pelos seguintes subsistemas ou componentes:
a) captação;
b) condução;
c) tratamento;
d) armazenamento;
e) tubulações sob pressão;
f) sistema automático ou manual de comando;
g) utilização.

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