Empresa
traz fôrmas tipo túnel de volta ao Brasil
As fôrmas tipo túnel, que permitem executar simultaneamente
pilares-parede e lajes, estão retornando ao mercado brasileiro.
A francesa Outinord tem a intenção de importar e vender
o sistema no País. A idéia é atuar de maneira mais
agressiva no segmento, aproveitando o momento de elevada demanda das construtoras
por novas soluções técnicas. Até o momento,
a falta de escala no segmento da construção e a pequena
praticidade do sistema – que, pesado, demanda gruas ou guindastes
para seu transporte – implicavam baixa procura pela tecnologia.
As fôrmas-túneis podem ser usadas na execução
de empreendimentos térreos ou de edifícios de múltiplos
andares. Dentro das fôrmas, são inseridos antes da concretagem
os conduítes, os caixilhos e os encanamentos. As peças da
Outinord, feitas de aço, têm uma produtividade estimada em
até 1.500 utilizações.
Pesquisadores desenvolvem caixa-preta para edifícios
Uma das principais preocupações das equipes de salvamento
que trabalham em edifícios com a estrutura abalada são os
riscos de desabamento do conjunto. Em situações emergenciais,
a complexidade do sistema estrutural e a falta de informações
imediatas, precisas e confiáveis sobre a construção
dificultam as operações de resgate e evacuação
rápida. O problema motivou pesquisadores da Universidade de Illinois
em Urbana-Champaign, nos Estados Unidos, a desenvolverem o projeto preliminar
de um sistema capaz de fornecer dados em tempo real sobre as condições
estruturais das construções. A caixa-preta para edifícios
é produzida com tecnologia avançada de isolamento térmico
e com geopolímeros de alta resistência a choques e a altas
temperaturas. Ela contém um banco de dados com os projetos da construção
e está conectada ao sistema de automação e a câmeras
e sensores espalhados pelo edifício. É equipada também
com um software de monitoramento do comportamento da estrutura e configurada
com um sistema sem fio de transmissão de dados, que permite a comunicação
com computadores no ambiente externo. O artigo dos pesquisadores foi publicado
no último mês de abril no periódico Journal of Information
Technology in Construction.
Qualidade
da NBR 6118 é reconhecida pela ISO
O TC71 (Comitê Técnico 71) da ISO (International Organization
for Standardization) reconheceu que a norma NBR 6118:03 – Projeto
de Estruturas de Concreto: Procedimento – possui qualidade, abrangência,
conteúdo e coerência de padrão internacional. A decisão
foi ratificada pela maioria absoluta dos 88 países membros do comitê.
Decisão confirmada, a norma brasileira de projetos estruturais
de concreto passa a ser a 10a norma aprovada e reconhecida pelo CT 71
– as outras são do Japão (3), dos Estados Unidos (2),
Europa (1), da Austrália (1), da Colômbia (1) e da Arábia
Saudita (1). Um projeto elaborado com base na norma pode ser aceito em
qualquer lugar do mundo.
Via Expressa será construída entre BR-324 e porto
de Salvador
As obras da Via Expressa, ligação direta entre a rodovia
BR-324 e o porto de Salvador, deverão começar até
o final deste ano. O projeto, que levou sete meses para ser elaborado
e aprovado, foi desenvolvido em conjunto pelo Governo do Estado da Bahia,
pela Prefeitura de Salvador, pela Companhia Docas do Estado da Bahia e
pelo DNIT (Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes). O
Conselho Municipal de Meio Ambiente aprovou por unanimidade as questões
ambientais. Segundo o coordenador do Projeto Via Expressa, Armindo Gonzáles,
a decisão reduz os atrasos nos trabalhos por motivos ambientais.
A previsão é de que as obras durem 26 meses. A Via Expressa
terá 4,3 km de extensão, com três túneis, quatro
passarelas, 14 elevados, uma ciclovia, 35,5 km de passeio e 23,2 km de
pista de rolamento. A estimativa é que trafeguem pela via 62,3
mil veículos diariamente, sendo 3,4 mil de carga e 58,9 mil comuns.
Além disso, as avenidas Mário Leal, Castelo Branco e San
Martin não farão mais parte do caminho de quem transita
entre a BR-324 e o porto de Salvador, desafogando o trânsito nesses
locais. A via custará R$ 380 milhões – R$ 340 milhões
provenientes do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)
e R$ 40 milhões do Estado.
UFSC desenvolve blocos de concreto impermeáveis
A Universidade Federal de Santa Catarina está realizando, em parceria
com uma fabricante, uma pesquisa para desenvolver um bloco de concreto
impermeável, que dispense revestimento externo e pintura. O desafio
é desenvolver um componente com essas características e
ainda de baixo custo, para uso em alvenaria estrutural de edifícios
de até quatro pavimentos. Nos testes, blocos produzidos em escala
laboratorial ficaram até três horas submersos em água
sem que sua estrutura fosse penetrada. Em geral, um bloco comum, de concreto
ou alvenaria, sem revestimento, fica encharcado em poucos minutos ao ser
submerso. Os pesquisadores acreditam que o novo bloco deva ficar cerca
de 5% mais caro do que os convencionais, mas o custo maior seria compensado
pelo fato de dispensar revestimentos. Esse aspecto, aliás, implica
a exigência de qualificação da mão-de-obra
de assentamento, pois a execução da alvenaria, que depois
ficará aparente, exige mais cuidados. Com o novo material, a construção
ficará pronta mais rápido, pois elimina-se a etapa de execução
das fachadas. O projeto tem apoio da Finep (Financiadora de Estudos e
Projetos), por meio do Programa de Tecnologia de Habitação
(Programa Habitare).
Estudos de viabilidade de nova linha de Metrô em Fortaleza
O Metrô de Fortaleza (Metrofor) está realizando o estudo
de viabilidade para a implantação de uma nova linha no sistema.
O trecho Leste ligará a estação João Felipe,
no centro da cidade, ao campus da Unifor (Universidade de Fortaleza),
na região leste da capital cearense. Segundo o projeto preliminar,
os 12 km da linha serão subterrâneos e terão 13 estações,
duas delas de integração: a estação João
Felipe, que permitirá a baldeação com a linha Sul,
e a estação Papicu, que será integrada ao ramal do
Mucuripe. O cronograma previsto para a realização dos estudos
é de 12 meses. Caso a cidade seja escolhida sede da Copa do Mundo
de 2014, porém, o processo será tratado como prioritário.
"A linha adquire importância por passar próximo de um
pólo hoteleiro de Fortaleza, a Avenida Beira-Mar", afirma
o gerente de transporte e integração da Metrofor, Régis
Tavares.

África quer construir hidrelétrica maior que Três
Gargantas
Conhecido como Grande Inga, o projeto prevê a construção
de uma superbarragem no rio Congo, na República do Congo. A hidrelétrica
teria uma potência instalada de 39 mil MW gerados a partir de uma
queda d'água de 205 m de altura. Sua capacidade seria duas vezes
maior do que a da Usina de Três Gargantas (18 mil MW), em construção
na China, e quase o triplo da Usina de Itaipu (14 mil MW). Dois estudos
de viabilidade foram conduzidos entre 1993 e 1997, e um novo estudo financiado
pelo Banco de Desenvolvimento Africano em 2007. Segundo o WEC (Conselho
Mundial de Energia, em inglês), organização não-governamental
que lidera o projeto, a Grande Inga produziria energia suficiente para
suprir toda a demanda do continente africano e ainda geraria um excedente
que poderia ser exportado para países no Sul da Europa. Grandes
vias de transmissão seriam construídas em direção
ao Norte (até o Egito), ao Sul (até a África do Sul)
e a Oeste (até a Nigéria). A entidade afirma que, mesmo
transmitida desde a barragem (próxima à costa oeste africana)
até a fronteira da Itália, por exemplo, a energia elétrica
teria um custo menor do que o praticado atualmente no país europeu.
A WEC procura angariar investidores interessados em financiar o projeto,
cujo custo estimado é de US$ 80 bilhões. Além de
alguns países africanos, alguns banqueiros de países do
G8 – os oito países mais industrializados do mundo –
e o Banco Mundial estariam dispostos a investir no projeto. Se ele sair
de fato do papel, as obras devem começar em 2014 e ser concluídas
entre 2020 e 2025.