Engenheiros ambientais
Parabéns à Editora PINI por seus periódicos,
livros e demais materiais, os quais, de forma íntegra, proporcionam
aos engenheiros de todas as áreas acesso a informação
técnica de qualidade. No entanto, ao ler a edição
de abril de 2008 da revista Téchne, a qual considero de muita qualidade,
me deparei com uma afirmação do engenheiro Ualfrido Del
Carlo, em entrevista intitulada "Cultura sustentável",
que não corresponde com a realidade. Ao ser questionado, na pág.
26, sobre a importância da fiscalização ambiental
de projetos, o arquiteto diz que "não estamos preparados e
não temos cursos dessas coisas". E continua: "Não
existe esse profissional [engenheiro de avaliação ambiental
de projetos], assim como não há engenheiro ambiental".
Fiquei bastante chocado, pois trata-se de uma pessoa que participa de
diversas entidades relacionadas à questão ambiental e pertence
a uma universidade altamente qualificada. Não sei se isso foi estratégia
para reserva de mercado, afinal ainda estamos "engatinhando"
com nosso curso aqui na Unesc (Universidade do Extremo Sul Catarinense).
No entanto, não é justo que as pessoas ignorem e menosprezem
a existência de outros cursos superiores, os quais já são
reconhecidos e credenciados pelo MEC (Ministério da Educação
e Cultura) e Crea (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura) há
mais de dez anos. Talvez o colega de profissão desconheça
a Resolução Crea 1010, de 22 de agosto de 2005, que regulamenta
todas as profissões inseridas e regularizadas pelo sistema Confea/Crea,
e os engenheiros ambientais participam da mesma Câmara que os engenheiros
civis. Aproveito para deixar o convite a todos para conhecer nossa universidade,
seu curso de engenharia ambiental e demais cursos.
Mariano José Monsani, engenheiro
ambiental
Unesc (Universidade do Extremo Sul Catarinense)
Jacinto Machado (SC)
Resposta: Caro Mariano, realmente, quando dei entrevista
à Téchne, não tinha conhecimento de nenhum curso
do tipo. Entretanto, soube da existência de um grupo de engenharia
ambiental em Santa Catarina. Soube também que a engenheira ambiental
Danielle Maia de Souza, mineira e aluna do curso de pós-graduação
da Universidade Federal de Santa Catarina, recebeu no ano passado o prêmio
do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente)
pelo trabalho de adaptar para o Brasil a avaliação do impacto
ambiental dos materiais durante seu ciclo de vida. Gostaria de parabenizar
a Universidade por oferecer um programa dessa importância.
Ualfrido Del Carlo, engenheiro civil
ERRATAS
As tabelas 1 e 2 da reportagem "Alto desempenho, baixo impacto",
Téchne 133, págs. 40 e 42 são da tese de mestrado
"Double-Skin Façades in High-Rise Office Buildings in São
Paulo", apresentada à Architectural Association School of
Architecture, Londres, Inglaterra, em 2004, pela arquiteta Mônica
Marcondes. Na revista, o crédito menciona o nome da arquiteta mas
não de sua tese.
Diferentemente do que foi informado na seção Técnica
& Ambiente da edição 134 da Téchne, os arquitetos
responsáveis pelo projeto da fábrica da Mahle Brasil (foto)
são Roberto Loeb e Luis Capote. O desenvolvimento dos projetos
de gestão e sustentabilidade envolveu também a Loeb Arquitetura
e a Mahle Brasil e o empreendimento fica na Serra do Japi, não
na Serra dos Cristais.