Custo da mão-de-obra própria
O que considerar ao optar pela contratação de um novo funcionário para as
equipes de produção:
| Salário |
Licença-paternidade |
| INSS |
Faltas justificadas |
| Seconci |
Aviso prévio |
| FGTS |
Indenização adicional |
| FGTS - depósito por dispensa injusta |
Vale-refeição |
| Repouso semanal remunerado |
Café-da-manhã |
| Feriados |
Vale-transporte |
| Férias + 1/3 |
Uniforme |
| Auxílio-enfermidade e acidentes de trabalho |
EPIs |
| 13º salário |
|
Linha do tempo
Década de 60: processo de produção era ainda artesanal e
as construtoras apresentavam alto índice de mão-de-obra própria.
Décadas de 70 e 80: empresas de construção despertam para
terceirização dos serviços especializados da obra.
Década de
90: construtoras procuram se tornar "montadoras" de edifícios,
racionalizando processos produtivos, utilizando novas tecnologias de materiais e
mecanizando mais os canteiros. Nesse período, terceirização da mão-de-obra
atinge seu nível máximo.
Década de 2000: início da
produção customizada (personalizada) de produtos imobiliários, aplicação de
conceito de sustentabilidade a projetos e execução de edifícios e surgimento de
novos materiais para atender a essa demanda.
2008: o bom
momento por que passa a construção gerou aumento na demanda por materiais,
equipamentos e mão-de-obra. Algumas construtoras identificaram aumento exagerado
nos preços cobrados pelas empreiteiras e passaram a analisar a viabilidade de
contratação de mão-de-obra própria para execução de alguns serviços.
Elas usam mão-de-obra própria
MRV
Segundo Evandro Carvalho, superintendente de
Planejamento da Construtora MRV, a empresa sempre trabalhou com mão-de-obra
empreitada. Nos últimos meses, porém, pressionada pelos valores praticados pelas
fornecedoras, passou a contratar diretamente trabalhadores para execução de
alvenaria, fôrmas, instalações elétricas, hidráulicas e pintura. Atualmente,
suas obras contam com mão-de-obra própria e terceirizada. A MRV firmou convênios
com as universidades PUC (Pontifícia Universidade Católica) e Fumec (Fundação
Mineira de Educação e Cultura) para treinamento de seus operários em Belo
Horizonte. Os cursos acontecem aos sábados, o dia todo, e duram de dez a 12
semanas. O investimento inicial é alto, tanto em razão da necessidade de
capacitação dos novos funcionários quanto da menor produtividade apresentada em
suas primeiras semanas de trabalho, reconhece Carvalho. Mas, com o passar do
tempo, o superintendente garante que são obtidos índices semelhantes aos das
empreiteiras, o que garante a viabilidade da alternativa.
Cytec+
Os primeiros estudos da Cytec+, construtora do
segmento de baixa renda, focam a viabilidade de contratação de mão-de-obra
própria para a execução do sistema construtivo mais utilizado nos edifícios
populares: a alvenaria estrutural. O coordenador de produção, Carlus Fabrício
Librais, conta que pesquisou os valores cobrados pelas empreiteiras que executam
esse tipo de serviço e encontrou uma cujo preço viabilizava a terceirização. O
contrato foi firmado para a execução de uma obra. Caso a situação não se repita
em empreendimentos futuros, a Cytec+ já tem estruturas física e administrativa
prontas para contratar pedreiros e serventes próprios. No momento, Librais
conduz estudos semelhantes para os serviços de instalações hidráulicas,
elétricas e de revestimentos de fachadas.
Tarjab
A construtora trabalha com mão-de-obra própria
desde sua fundação, na década de 1980. Segundo Carlos Alberto Borges, diretor
técnico da Tarjab, a empresa mantém hoje operários para a produção de estruturas
e para alvenaria. "São etapas que exigem muito controle da qualidade, e só
asseguramos isso com mão-de-obra própria", afirma o engenheiro. A equipe
composta por 50 carpinteiros e pedreiros é suficiente para atender até cinco
obras simultâneas na Grande São Paulo. Em alguns empreendimentos, a Tarjab
mescla operários próprios com terceirizados de empresas parceiras. "São empresas
criadas por ex-funcionários da construtora. Nós conhecemos a qualidade de seu
trabalho", explica Borges.
Fit Residencial
A empresa do grupo Gafisa voltada para o
segmento de baixa renda também está migrando para a contratação de mão-de-obra
própria para a execução de estruturas e alvenaria estrutural. Segundo Marcelo
Souza, diretor de operações da Fit, até o final do ano a empresa deverá admitir,
também, instaladores das áreas de elétrica e hidráulica. O desafio, segundo o
engenheiro, será capacitar os novos trabalhadores. "Os melhores operários já
estão trabalhando nos canteiros e, mesmo assim, há demanda por mão-de-obra. Por
isso, teremos que recrutar profissionais menos qualificados", afirma Souza. Os
treinamentos ocorrem no próprio canteiro e consistem de aulas teóricas,
ministradas por engenheiros da Gafisa, e execução prática na obra,
supervisionada pelos mestres-de-obras. "Um tempo razoável para essa capacitação
é de quatro meses", acredita o engenheiro.
InMax
A construtora InMax mantém equipes de produção
permanentes em razão do sistema construtivo que utiliza em suas obras.
Desenvolvido pela própria empresa, o sistema é composto por painéis portantes de
concreto pré-moldados no canteiro. Os cerca de 100 operários contratados da
construtora contam com treinamento especializado para a confecção e para a
montagem das peças. "É uma mão-de-obra que não está disponível no mercado",
afirma o diretor da InMax, André Aranha Campos. Segundo o engenheiro, a própria
construtora é responsável pelo desenvolvimento do material para treinamento dos
operários, composto por apostilas e filmes. Para a execução dos demais sistemas
que compõem a edificação, Campos afirma que ainda tem valido a pena utilizar
mão-de-obra terceirizada.
>>> Conteúdo online
exclusivo:
Confira tabela fornecida pela construtora Tarjab com a composição
dos encargos sociais de um operário contratado pela
construtora.
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