>>> DEBATE - COORDENAÇÃO DE PROJETOS
Fases da obra e funções do coordenador
Concepção do produto: apoiar o empreendedor no levantamento e definição de dados e informações para conceituar e caracterizar o partido do produto imobiliário e suas restrições. Definir as características demandadas para os projetistas a contratar.
Definição do produto: coordenar as atividades de consolidação do partido do produto, definindo as informações necessárias à verificação da viabilidade física e econômico-financeira, assim como à elaboração dos projetos legais.
Identificação e solução de interfaces de projeto: coordenar a conceituação e caracterização dos elementos do projeto, com as definições necessárias aos agentes envolvidos, resultando em soluções para as interferências entre sistemas e interfaces.
Detalhamento de projetos: definir o detalhamento dos
elementos de projeto, gerando um conjunto de documentos para caracterização das obras e serviços a serem executados, possibilitando a avaliação dos custos, métodos construtivos e prazos.
Pós-entrega de projetos: garantir a plena compreensão e utilização das informações de projeto e a sua correta aplicação e avaliar o desempenho do projeto em execução.
Pós-entrega da obra: coordenar a avaliação e retroalimentação do processo de projeto, envolvendo os agentes do empreendimento e gerando ações para melhoria em todos os níveis e atividades envolvidos.
Fonte: artigo "A Gestão de Projetos de Edificações e o Escopo de Serviços para Coordenação de Projetos". Pode ser visualizado na íntegra em www.revistatechne.com.br
Decisões centralizadas
O projeto do Centro de Distribuição da Perdigão, na cidade de Embu, interior de São Paulo, tinha como pontos críticos a compatibilização e controle de interferências entre projetos civis, mecânicos, de refrigeração e disposição de estanterias, porta-paletes e a passagem de transelevadores. A coordenação focou a análise de projetos quanto à qualidade e custos, o controle e o gerenciamento das informações, a coordenação de reuniões periódicas com os projetistas, reuniões com o cliente para controle do escopo e de eventuais alterações, bem como o andamento dos trabalhos. O projeto básico desenvolvido pelo cliente foi remodelado a partir da cultura construtiva da Método, empresa que executa a obra. "O projeto foi reestudado e passou por nova concepção", explica a coordenadora dos projetos, a engenheira Cíntia da Silva Vedovello.
Ela tem autonomia para apresentar e argumentar sobre soluções tecnológicas, todas submetidas ao gerente do empreendimento da construtora e à equipe de engenharia do cliente. O coordenador faz o meio de campo entre o desenvolvimento dos projetos e a execução, levando as explicações necessárias à equipe de obra e coletando dúvidas acerca dos projetos. "Eu as equaciono com os projetistas e alimento a obra com as respostas e informações adicionais."
Nas reuniões que orienta, gerencia prazos de desenvolvimento dos projetos, discute as soluções adotadas, as interferências, registra a ata e identifica responsabilidades. Cíntia afirma que "as informações são disponibilizadas por meio de projetos e planilhas, facilitando o trabalho de aquisições e execução", e propiciando aumento de produtividade. O acesso a tais informações se dá por ferramenta de colaboração online. Outros benefícios alcançados foram a minimização de interferências e incompatibilidades, melhor controle das informações e custos, gerenciamento do escopo e dos prazos de acordo com o cronograma de obra.
Atuação global
Na Rossi Residencial, a participação do coordenador ocorre em diversas etapas. Por exemplo, esse profissional trabalha desde a implantação do estande de vendas e das unidades-modelo decoradas. É o coordenador quem pauta as discussões com os departamentos comercial, de marketing, de incorporação, de projetos e de engenharia de produção e planejamento. O objetivo é estimular a busca de uma solução que prolongue a permanência do estande. "Isso otimiza o investimento nessas instalações e elimina os custos com sua relocação", explica Walmir Cunha, gerente de projetos da empresa.
Ao levar em conta as interfaces com a obra, o planejamento viabiliza que o estande permaneça por seis a nove meses após o início das obras. Embora faça parte da pauta de desenvolvimento que fica sob a tutela do coordenador, as sugestões podem ser apresentadas por qualquer membro. No caso da Rossi, que adota a coordenação externa, esse profissional não tem autonomia para a tomada de decisões. Ele levanta as necessidades e, por intermédio do gerente ou supervisor de desenvolvimento de projetos, as submete à empresa.
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Leia o artigo A gestão de Projetos de Edificações e o Escopo de Serviços para Coordenação de Projetos, escrito por Silvio Melhado, Eliane Adesse, Ricardo Bunemer, Maria Cecília Levy, Márcio Luongo e Marco Antonio Manso.
Confira artigo de Luiz Henrique Ceotto, diretor de Design & Construction da Tishman Speyer, com sugestões de instrumentos de controle e avaliação para o trabalho do coordenador de projetos.
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