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Cupins de solo



Sergio Colotto
Existem ressalvas para aplicação de pesticidas contra cupins de solo em ambientes construídos sobre áreas infectadas? A que profundidade as agulhas devem chegar? Os furos são feitos apenas em volta da casa ou, quando necessário, também na área interna?
Marco Antonio Felix, Campinas (SP)

Inicialmente, é preciso ressaltar que os produtos normalmente utilizados para a execução de uma barreira química em edificações não podem ser adquiridos por pessoas físicas - só podem adquirir os produtos as empresas especializadas. Além disso, entendemos que o consumidor deve evitar o manuseio de produtos químicos sem o pleno conhecimento sobre as restrições de uso, forma de manipulação e de aplicação, bem como sobre o objetivo da realização de qualquer tratamento para controlar uma infestação de cupins. Sugerimos, ao detectar problemas de infestação de cupins, ou mesmo de outros organismos xilófagos em seu imóvel (residencial ou comercial), como fungos e brocas-de-madeira, chamar duas ou três empresas especializadas para a realização de uma vistoria e posterior apresentação de uma proposta comercial baseada nas informações coletadas nessa vistoria. O primeiro passo para controlar a infestação de cupins é diagnosticar corretamente o problema por meio de uma inspeção do imóvel. Com a identificação da(s) espécie(es) de cupins, será possível definir os tratamentos a serem realizados para controlar o ataque desses insetos. Os cupins subterrâneos, por exemplo, têm grande capacidade de dispersão pelo imóvel. Assim, a inspeção deve avaliar, além da intensidade do ataque, a dispersão dos cupins, preferencialmente com a utilização de plantas do imóvel. No caso desses insetos, a investigação é abrangente, incluindo o madeiramento em contato com a alvenaria, como batentes, guarnições, rodapés e armários embutidos, os espaços vazios, como caixões perdidos, colunas de distribuição, juntas de dilatação e, ainda, o entorno da edificação, como jardins e anexos eventualmente existentes. Entendemos que somente a partir desse diagnóstico pode-se definir e indicar os tratamentos a serem realizados na edificação. Esses tratamentos envolvem medidas tanto de caráter curativo quanto preventivo. Os principais são:

>> tratamento de solo: visa criar uma barreira química no perímetro externo da construção impedindo o acesso dos cupins subterrâneos à edificação; na dependência da abrangência da infestação pode ser executada, também, no seu perímetro interno;
>>tratamento de espaços vazios: consiste na aplicação de inseticidas nos espaços pelos quais os cupins estão se dispersando ou mesmo constituindo colônias;
>> tratamento de madeira: restringe-se àquelas peças ou partes delas em contato com a alvenaria.

Deve-se destacar, também, a possibilidade de se utilizar outras tecnologias para o controle da infestação de cupins, como, por exemplo, o uso de iscas para o controle de algumas espécies de cupins subterrâneos. Finalmente, a extensão dos tratamentos, a escolha dos produtos químicos e a metodologia a ser empregada em cada edificação são diretamente dependentes dos resultados do diagnóstico detalhado.
Gonzalo Lopez, biólogo, Centro de Tecnologia de Recursos Florestais

 
 
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