Em fevereiro do ano passado, no Editorial da edição no 119, firmamos um compromisso com nossos leitores: apresentar as causas técnicas que teriam levado ao desabamento do túnel da Linha 4 do Metrô de São Paulo, que vitimou sete pessoas no dia 12 de janeiro de 2007. Compromisso que trazia uma ressalva importante: "(...) Téchne não irá especular. Aguardaremos o laudo do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo), para quem a missão foi sabiamente confiada. Será a partir desse documento (...) que vamos debater, do ponto de vista técnico, as causas diretas do desabamento". E assim foi. Passado um ano e cinco meses do acidente, voltamos ao assunto para mostrar bem mais do que foi noticiado e publicado pela imprensa desde a divulgação do laudo, no dia 9 de junho. Obtivemos junto ao Ministério Público do Estado de São Paulo um resumo em dois volumes do relatório do IPT. O texto que publicamos nesta edição sintetiza em 11 páginas, na mesma linguagem técnica do laudo, a versão do instituto sobre os fatores que teriam determinado o curso do desabamento. Importante ressaltar que nem o IPT nem o Ministério Público ou qualquer outra fonte envolvida se pronunciou sobre o documento. Téchne abre, desde já, suas páginas a todos os interessados, inclusive ao Consórcio Via Amarela, para que apresentem outras versões para os fatos. Quando se dispuserem a falar sobre o assunto, todas as partes serão ouvidas pela revista. A despeito de o IPT ser parceiro da PINI na publicação de Téchne desde a criação da revista, há 16 anos, não obtivemos informação privilegiada do instituto. Restringimos-nos ao conteúdo do laudo entregue ao Ministério Público. Há, portanto, novos capítulos a serem escritos sobre essa história.