Poli
e Sabesp criam tubos de concreto reforçados com fibras
Fibras de aço começaram a ser utilizadas na confecção de tubos de concreto
para sistemas de saneamento básico. Desenvolvido em parceria pela Escola
Politécnica da Universidade de São Paulo e pela Sabesp (Companhia de Saneamento
Básico do Estado de São Paulo), o produto é uma alternativa aos tubos de
concreto armados com telas de aço.
Apesar de inovadores, esses tubos já são contemplados pela versão final da
revisão da NBR 8890, norma de especificação para tubos de concreto para águas
pluviais e esgoto publicada no final de 2007. A presença do produto na norma é
indispensável para a sua utilização em obras públicas.
Por esse motivo, o produto ainda não pôde ser avaliado em condições de uso,
segundo seus desenvolvedores, o professor Antonio Domingues de Figueiredo, do
Departamento de Engenharia de Construção Civil da Poli-USP, e Pedro Chamma Neto,
engenheiro da Sabesp. No entanto, acreditam que o produto apresenta resistência
e durabilidade melhores do que os tubos convencionais, pois as fibras de aço
reforçam uniformemente a peça em toda a sua espessura.
Para as indústrias, o uso de fibras representa uma economia de tempo no
processo de produção, já que elimina a etapa de colocação da armadura de tela.
Os custos de produção são próximos aos do tubo armado convencional. Fábricas de
São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul começam a adaptar suas instalações
para a produção dessas peças, adquirindo equipamentos para a alimentação e
mistura das fibras ao concreto. "As saídas das misturadoras de concreto, por
exemplo, devem ser adequadas, porque o concreto reforçado com fibras é mais
coeso e pode entupir essas conexões", afirma Figueiredo.
Seminário discutirá obras logísticas e industriais
O 1º Seminário "Obras Logísticas e Industriais - Uma visão de Valor" reunirá
engenheiros de projetos, indústria, associações, construtoras e serviços ligados
à qualidade e à produtividade em obras logísticas e industriais no Brasil para
debater a evolução da qualidade e da produtividade no setor. O crescimento do
mercado de obras logísticas e industriais, a importância do piso nessas
operações, a demanda pela capacitação técnica do segmento e a evolução do setor
como um todo serão os temas a serem debatidos no evento. O seminário, promovido
pela LPE Engenharia, será realizado no dia 6 de agosto no Club Transatlântico,
em São Paulo.
Palestras programadas:
Wagner Gasparetto (LPE Engenharia): Mercado de pisos e marketing de serviços
Alessandro C. Cezar (Mecalux do Brasil): Sistemas logísticos de alta produtividade
Públio Penna Firme Rodrigues (LPE Engenharia): Evolução das técnicas de projeto e execução de pisos
Luís Augusto Milano (Matec): Gerenciamento de obra e garantia da qualidade
Daniel Fernandez (Sika): Necessidades das obras industriais
J. R. Braguim (Abece) - Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural: Qualidade em Projetos
Cláudio Borges (Dumont Engenharia): Pavimentos de concreto aeroportuários
Lucio Vitor Soares (WTorre Empreendimentos Imobiliários): Necessidades e exigências dos clientes - Uso da engenharia para o sucesso em obras
Argamassa ecológica será
produzida em escala industrial
Uma nova argamassa que utiliza como matéria-prima resíduos finos gerados por
serrarias de rochas será produzida em escala industrial no Rio de Janeiro. A
tecnologia foi desenvolvida pelo Cetem (Centro de Tecnologia Mineral) e pelo INT
(Instituto Nacional de Tecnologia) e licenciada para produção para a empresa
Argamil. A fábrica foi instalada na cidade de Santo Antônio de Pádua, no
noroeste fluminense, e inaugurada em junho. Cerca de seis mil pessoas trabalham
no setor de rochas da região, que é o maior pólo mineral do Estado. Para a
fabricação do novo produto, a empresa se valerá de um sistema de reúso da água
empregada no corte das pedras Miracema e Madeira - utilizadas em revestimentos
de pisos e paredes pela Construção Civil. O "pó de rocha" gerado pelo processo
de corte era lançado diretamente sem tratamento nos rios e riachos da região.
Com a nova técnica, empresários locais do setor de rochas ornamentais
"fornecerão" à fábrica a água poluída gerada em suas atividades. A mistura é
encaminhada para um processo de secagem a partir do qual se obtém um resíduo
sólido, que é aproveitado na formulação da argamassa. Segundo o Cetem e o INT,
cerca de 720 t de resíduos finos são lançados mensalmente pelas serrarias de
rochas ornamentais de Santo Antônio de Pádua. As instalações da Argamil têm
capacidade de produzir cerca de 1,24 t/mês da nova argamassa.
Inscrições para o Prêmio de Inovação do Confea vão até o dia
1º/8
O Confea (Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) criou o
Prêmio de Inovação e Criatividade Tecnológica, de que poderão participar todos
os seus associados. Os melhores trabalhos produzidos no País por profissionais
das áreas abrangidas pela entidade serão contemplados em duas categorias:
trabalhos escritos e produtos. A primeira é voltada à pesquisa e desenvolvimento
em dissertações de mestrado, teses de doutorado ou pós-doutorado. A segunda
engloba pesquisas de criação, materializados em produtos patenteados ou
patenteáveis, apresentados em forma de projeto. Os vencedores de cada uma das
categorias ganharão passagem, diárias e inscrição para participar de evento
internacional relacionado à sua área de atuação. Os segundos melhores trabalhos
serão premiados da mesma forma, mas para participar de evento realizado no
Brasil. A premiação acontecerá em dezembro, durante a Soeaa (Semana Oficial da
Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia), em Brasília. Os interessados devem
enviar, até o dia 1o de agosto, três exemplares impressos de seus trabalhos para
a sede do Confea e uma cópia, por e-mail, para o endereço gri@confea.org.br. O Confea pretende
realizar a premiação anualmente, sempre com o desfecho durante a Soeaa.
UFPA inaugura laboratório de pesquisa em eficiência energética e
hidráulica
O segundo Lenhs (Laboratório de Eficiência Energética e Hidráulica em
Saneamento) brasileiro já está em funcionamento no Laboratório de Engenharia
Mecânica do Instituto de Tecnologia da UFPA (Universidade Federal do Pará), em
Belém. A rede de laboratórios tem como objetivo se tornar centro de referência
em eficiência energética e hidráulica para atividades de ensino, pesquisa
aplicada e extensão. Nos laboratórios, serão realizados treinamentos para
profissionais do setor de saneamento, cursos de extensão voltados para
eficiência energética e redução das perdas de água, além de pesquisas para
incorporação de inovações tecnológicas em metodologias e equipamentos. O
primeiro Lenhs foi implantado na UFPB (Universidade Federal da Paraíba), em
abril; outras unidades estão sendo implementadas em universidades de outras três
regiões geográficas brasileiras: UFMS (Centro-Oeste), UFMG (Sudeste), UFPR e
UFRGS (Sul).
Ponte pré-fabricada poderia ser construída em 15 dias
Estudo desenvolvido na Universidade Tecnológica de Chalmers, na Suécia,
afirma ser possível construir pontes em apenas duas semanas com sistemas
construtivos pré-fabricados. O sistema proposto pelos pesquisadores suecos,
chamado i-bridge, seria constituído de segmentos leves montados in loco. A
estrutura seria formada de vigas de fibra de vidro com seção em "V", reforçadas
com fibras de carbono, e tabuleiro pré-fabricado com concreto de alta
resistência reforçado com fibras de aço. A tecnologia proporcionaria à ponte,
além da velocidade na execução, um aumento considerável em sua vida útil. Mas o
preço é amargo: os desenvolvedores estimam que o custo de projeto e execução da
i-bridge seria duas vezes maior que o de uma ponte convencional.