O custo médio global de edificações encerrou o mês de junho com alta de 0,50%, percentual inferior à inflação de 1,98% apresentada pelo IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado) da Fundação Getúlio Vargas.
A alta do IPCE foi impulsionada pelo aumento do preço da barra de aço CA-50 3/8"(Ø=10 mm/m=0,617 kg/m). Em maio seu reajuste foi de 11,23%. No mês de junho, o insumo sofreu inflação de 2,52% e seu preço subiu de R$ 3,52/kg para R$ 3,61/kg. Esses aumentos são reflexo do segundo reajuste do ano repassado pelas siderúrgicas no mês de maio.
Pelo segundo mês consecutivo o aumento do diesel influenciou o custo dos transportes dos materiais. A pedra britada nº 2, que no mês de maio já havia sofrido o impacto da inflação com aumento de 3,68%, sofreu novo reajuste de 3,60% em junho, passando de R$ 56,40/m³ para R$ 58,43/m³. A areia lavada média, que em maio custava R$ 64,65/m³, teve seu preço reajustado para R$ 66,44/m³ em junho, o equivalente ao aumento de 2,78%.
Insumos como tubo soldável de cobre classe E (Ø=22mm) e tinta látex PVA (acabamento=fosco e aveludado) sofreram inflação de 7,21% e 1,53%, respectivamente.
Devido à alta de preços em junho, não houve significativas deflações que contribuíssem para a queda do índice.
Construir em São Paulo ficou, em média, 9,18% mais caro nos últimos 12 meses. Contudo, o percentual é inferior ao apresentado pelo IGP-M, que registrou alta de 13,44% no mesmo período.