Publicidade
 
Reportagens
Envie para um amigo Imprimir
 

Marco tecnológico


Mercado exige esquadrias que propiciem maior eficiência energética às construções. Indústria se adaptou e disponibiliza produtos que atendam a essas novas necessidades


Por Renato Faria


Marcelo Scandaroli
Além dos caixilhos, também a tecnologia dos vidros evoluiu no País. Se há 20 anos era preciso importar até vidros laminados, hoje o mercado já conta com grande variedade de vidros duplos insulados e refletivos
A crescente preocupação de arquitetos e construtores com a eficiência energética das novas edificações mudou a maneira de se especificar os caixilhos.  De elementos isolados, sem muita interação com outros subsistemas da construção, as esquadrias passaram a ser vistas como um sistema importante no desenvolvimento de projetos com boa performance térmica e energética. A tendência é a procura por produtos que maximizem a entrada de luz natural no ambiente ao mesmo tempo em que bloqueiem as trocas de calor com o exterior. A indústria de esquadrias nacional desenvolveu seus processos e produtos para atender à demanda mais sofisticada.

Até a década de 1950, apenas esquadrias em madeira ou aço eram fabricadas no Brasil, dada a abundância desses materiais. Eram, em geral, confeccionadas artesanalmente por serralharias e marcenarias, sob medida e com desenhos e estilos rebuscados. No caso das metálicas, utilizavam-se perfis em forma de T, L e I. A herança do pioneirismo se reflete no domínio do mercado brasileiro por esse tipo de esquadrias: juntos, os produtos em madeira e em aço ou ferro respondem por mais da metade das unidades fabricadas no País. Seu principal mercado consumidor é o segmento popular.

A produção industrializada dos caixilhos foi possibilitada pela introdução de perfis tubulares e abertos, obtidos a partir de chapas de aço. É nesse momento que começam a ser fabricadas as primeiras esquadrias padronizadas - janelas venezianas, de correr, basculantes e em outros formatos. O alumínio começava a ser utilizado "timidamente" nas peças e componentes dos caixilhos.

Marcos Lima
Com uma fatia de 20% do mercado de esquadrias, caixilhos de alumínio têm forte presença no segmento residencial de médio e alto padrão
A estréia desse material como protagonista no mercado de esquadrias ocorreu em um momento marcante da história da engenharia brasileira: a construção de Brasília. As fornecedoras de perfis começaram a atentar para o mercado da construção civil e a aprimorar sua tecnologia de extrusão, apresentando perfis mais adequados à produção de caixilhos. O Brasil importava alumínio primário até a década de 1980, quando passou de um dos maiores importadores dessa matéria-prima a quinto maior exportador do mundo  - em 2008, o País deve alcançar a meta de produção de um milhão de toneladas do produto. As esquadrias produzidas com esse material ganharam participação no mercado e respondem hoje por 20% do volume de caixilhos fabricados no País, de acordo com informações da Afeal (Associação dos Fabricantes de Esquadrias de Alumínio).

Com menor participação no mercado estão as esquadrias de PVC, cerca de 2%, marca ainda distante das esquadrias de madeira, de aço e de alumínio. E parte da "culpa" pode ser atribuída ao baixo desempenho dos primeiros caixilhos do tipo produzidos no Brasil. "Na década de 1980 houve esse problema porque os perfis importados eram desenvolvidos para resistir às condições climáticas européias", afirma Miguel Bahiense Neto, diretor-executivo do Instituto do PVC. A melhoria foi feita na década seguinte, quando alguns fabricantes reformularam o composto para adaptá-lo ao clima brasileiro.

Marcelo Scandaroli
Durante décadas, vidros temperados precisaram ser importados. Hoje, mercado dispõe de variedade de vidros insulados e refletivos
Para conquistar espaço no mercado, os fabricantes apostam nas características do material para atender às novas exigências dos consumidores. Além da leveza, Bahiense aponta a alta capacidade do PVC em impedir as trocas de calor entre os ambientes internos e externos. "Esses produtos têm maior potencial de manutenção térmica, o que possibilita economia de energia com sistemas de ar-condicionado e sistemas de calefação", argumenta.

Além do caixilho, o vidro também é responsável pelo conforto térmico do ambiente. E a tecnologia desse componente evoluiu rápido, acompanhando a demanda dos consumidores. A diversidade de produtos atualmente disponíveis no mercado nacional é incomparável com o que havia há 20 anos. "Durante décadas foi preciso importar até mesmo vidros laminados", lembra Papaiz, da Afeal. Hoje, os consumidores têm à disposição produtos como os vidros duplos insulados e o Low-e, por exemplo, que apresentam ótimo desempenho quanto à emissividade, ao isolamento térmico, à transparência e à refletividade.

Marcelo Scandaroli
Fórmula do PVC europeu foi alterada para adaptar resistência do material às condições climáticas brasileiras. Essas esquadrias têm boa performance no isolamento térmico e acústico
Os arquitetos passaram a vislumbrar novas possibilidades, como o uso mais intensivo das fachadas-cortina em edifícios comerciais. E nesse segmento, afirma Papaiz, "o alumínio se impôs e atualmente está presente na maioria dos edifícios comerciais e corporativos". "Da pele de vidro ao mais atual sistema de instalação das fachadas-cortinas, o unitizado, passando pelo structural glazing, esse segmento evoluiu muito", conclui.

Uma tendência que vem se consolidando na Europa e já foi até aplicada no Brasil é o uso de esquadrias mistas em edifícios históricos. Desgastadas pela ação do tempo, as janelas em madeira vêm sendo substituídas por caixilhos que mesclam a madeira e outros materiais. Do lado de fora, atende-se às exigências de preservação da fachada original; dentro, os benefícios de uma estrutura mais resistente. Bahiense, do Instituto do PVC, conta que a solução foi adotada recentemente na restauração e transformação do Convento do Carmo, no bairro do Pelourinho, em Salvador, em um hotel de luxo. "O PVC proporcionava, além do conforto térmico, isolamento acústico aos ambientes internos", explica. "Com a banda Olodum passando na rua, o isolamento precisa ser muito bom", brinca.

 

 
 
Envie para um amigo Imprimir
 
CAPA
Sustentabilidade high tech
Anteriores
139
140
141 - Dezembro 2008
Sumário
Zoom +
 
digital Téchne
 
 
 
     
 
Notícias  
 

06/01/2009
CUB paulista atingiu alta de 10,96% em 2008

06/01/2009
IAB-RJ homenageia o arquiteto Luiz Carlos Menezes Toledo com o título Profissional do Ano

06/01/2009
Ministério Público denuncia 13 profissionais por desabamento nas obras da Estação Pinheiros do Metrô, em São Paulo

05/01/2009
Portugal inaugura megacentral fotovoltaica

 
 
Publicidade
 
Relacionados
 

PINIweb :: 05/01/09
Lei de assistência técnica gratuita é sancionada

PINIweb :: 06/01/09
CUB paulista atingiu alta de 10,96% em 2008

PINIweb :: 06/01/09
IAB-RJ homenageia o arquiteto Luiz Carlos Menezes Toledo com o título Profissional do Ano

PINIweb :: 05/01/09
Portugal inaugura megacentral fotovoltaica

 
 
Artigos + lidos
 

Equipe de Obra :: Passo a passo :: ed 14 - Nov/Dez 2007
Execução de aterramento em residências

Téchne :: Como Construir :: ed 133 - abril de 2008
Sistema de aproveitamento de águas pluviais para usos não potáveis

PINIweb :: 05/01/09
Lei de assistência técnica gratuita é sancionada

Téchne :: Capa :: ed 141 - Dezembro 2008
Sustentabilidade high tech

 
lojaPini
OK
 
TAGs
Entender TAG
Arquitetura Banco do Brasil Caixa Caixa Econômica Federal cbic concurso crédito Crise crise financeira fgts FGV financiamento iab-sp investimentos materiais MP 443 prêmio SindusCon-SP sustentabilidade vencedores
 
 
Guia da Construção
 
 
 
 
piniweb Copyright © 2008 - Editora PINI Ltda. Todos os direitos reservados.
   
  OK
 
 
sites Pini  
     
   
  Téchne
Editorial | Área Construída | Índices | IPT Responde | Carreira | Melhores Práticas | Artigos | Como Construir | Entrevistas | Materiais | Edições Anteriores
  NOTICIÁRIO
Arquitetura|Custos|Exercício Profissional e Entidades|Gestão|Habitação|Infra-estrutura|Legislação|Mercado Imobiliário|Sustentabilidade|Tecnologia & Materiais|Urbanismo
  REVISTAS
Construção Mercado | aU - Arquitetura & Urbanismo | Téchne | Equipe de Obra
  LIVROS & TCPO | SOFTWARES
  GUIA DA CONSTRUÇÃO
Guia de Fornecedores | Preços Pesquisados | Índices e Custos | Atualização Monetária | Como Especificar
  SERVIÇOS
Expediente | Fale Conosco | Cadastre-se | Suporte de Software | Representantes | FAQ Portal | Anuncie
   
 
 
ContentStuff Media Solutions | Gestão de Conteúdo | CMS
téchne