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Ailuminação da ponte estaiada Octávio Frias de Oliveira, em São Paulo, é uma das mais econômicas do País. Seu projeto luminotécnico dividiu- se entre a rede de iluminação viária e o sistema de iluminação de destaque da torre.
Segundo Paulo Candura, diretor do escritório Luz Urbana, responsável pelo projeto luminotécnico, foi aplicado um conceito original ao empreendimento. "Em pontes com essa configuração, os estais geralmente são iluminados individualmente", explica. No caso dessa, entretanto, os projetistas da Luz Urbana e o arquiteto João Valente optaram por destacar o mastro durante a noite, trabalhando o que chamam de contraponto. "Durante o dia, os estais já se destacam com sua cor amarela, enquanto a torre, em concreto, se mistura ao entorno cinza dos edifícios da região. À noite, deixamos os estais um pouco de lado e iluminamos a torre", explica Candura. Segundo ele, a eliminação dos refletores individuais dos estais também possibilitou a redução do consumo de energia elétrica do sistema.
O sistema de iluminação da torre é composto por dois subsistemas. A região interna das "pernas" do mastro é iluminada com lâmpadas LED coloridas. São 36 delas agrupadas em cada projetor, totalizando uma potência de 50 W, menor do que a de uma lâmpada incandescente comum. Todos os 142 projetores LED do mastro consomem, segundo Candura, a mesma quantidade de energia elétrica que um chuveiro.No início do projeto, conta Candura, a idéia era iluminar o mastro apenas com a cor azul. Os responsáveis pela obra, no entanto, solicitaram o emprego de um sistema multicolorido. Para atender à demanda, os equipamentos tiveram de ser trazidos dos Estados Unidos. "A altura a ser iluminada era um desafio. Para projeção monocromática, até tínhamos equipamento no mercado interno, mas para cores que se alternam, tivemos que buscar projetores lá fora", afirma Candura. O lado externo do mastro é iluminado por 20 projetores distribuídos em seis postes em torno da ponte. "São os mesmos projetores usados nos estádios de futebol da Copa do Mundo da Alemanha, em 2006", afirma. Cada um dos projetores conta com uma lâmpada de 1.000 W, potência 33% menor que a de lâmpadas convencionais.
No sistema de iluminação viária, foram especificados postes de 6 m de altura, posicionados alternadamente nos dois lados de cada via. "Essa disposição aumenta a eficiência do sistema", afirma Candura.As lâmpadas de multivapores metálicos com tubo de descarga cerâmico têm 140 W de potência cada uma, 44% menor do que das tradicionais lâmpadas de vapor de sódio utilizadas nas ruas de São Paulo.Além do menor consumo de energia, essas lâmpadas têm luz branca, com elevado índice de reprodução de cores. "É um tipo de luz que o olho humano aceita melhor. A ponte é uma ilha de luz branca em um 'mar amarelo'", comenta o projetista.