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| Figura 1 - Instalação hidráulica com tubulações de cobre e de PVC |
As instalações elétricas e hidráulicas para edificações com sistema construtivo steel frame são as mesmas utilizadas em edificações convencionais e apresentam o mesmo desempenho, não variando em razão do sistema construtivo. Assim, os materiais empregados e princípios de projeto também são os mesmos aplicados em edificações convencionais e, portanto, as considerações para projeto, dimensionamento e uso das propriedades dos materiais não divergem do tratamento tradicional nessas instalações.
O mesmo acontece com as instalações para telefonia, internet, gás, cabos de TV e de aquecedor solar, que, de maneira geral, não demandam condições especiais além daquelas tradicionalmente utilizadas nas construções convencionais.
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| Figura 2 - Registro fixado em peça auxiliar |
Dessa maneira, nas tubulações de água fria ou quente nos sistemas, pode-se utilizar todos os materiais que são empregados nas construções comuns, tais como o PVC (policloreto de vinila), o PEX (polietileno reticulado), o PPR (polipropileno copolímetro random), o CPVC (policloreto de vinila cloratado), o cobre, entre outros (figura 1). Particularmente, se for utilizar tubulações de cobre (usadas tanto para água quente quanto para gás) deve-se tomar o cuidado de se empregar espaçadores plásticos que as isolam do aço galvanizado dos perfis, impedindo a formação de corrosão galvânica. Para garantir a firmeza necessária para sua operação, os registros hidráulicos devem ser parafusados a peças auxiliares instaladas na horizontal (figura 2).
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| Figura 3 - Caixa de luz fixada em montante |
Apesar da facilidade de uso dos materiais convencionais no sistema, há disponibilidade no mercado de materiais elétricos e hidráulicos projetados especialmente para drywall e steel frame, como as caixas elétricas que se fixam diretamente nas placas de gesso acartonado. Porém, assim como nas instalações hidráulicas, os materiais de instalações elétricas convencionais, como caixas de luz plásticas e conduítes corrugados ou lisos, podem ser usados sem problemas. No caso das caixas de luz comuns, elas podem ser fixadas também em peças auxiliares ou nos montantes da estrutura (figura 3).
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| Figura 4 - Parede em steel frame funcionando como shaft |
Pode-se admitir que, do ponto de vista das instalações no sistema steel frame, de certa forma todas as paredes funcionam como shafts visíveis, facilitando a execução e a manutenção desses subsistemas (figura 4).
Para a passagem das instalações pelos montantes e vigas de piso, esses devem ser furados, de acordo com normalização existente. A NBR 15253:2005 normaliza os furos para passagem de instalações, prevendo que aberturas sem reforços podem ser executadas nos perfis de steel frame, desde que devidamente consideradas no dimensionamento estrutural. Os furos devem ter seu maior eixo coincidente com o eixo longitudinal do perfil e geometria de acordo com a figura 5. A distância entre eixos de furos sucessivos deve ser de, no mínimo, 600 mm e a distância entre a extremidade do perfil e o centro do primeiro furo deve ser no mínimo de 300 mm. Para aberturas com formas diferentes e dimensões maiores que as da figura 5, devem ser executados reforços nessas aberturas, a serem projetadas conforme práticas aceitas na engenharia estrutural. Nesses casos, os furos devem ser reforçados por uma chapa de aço galvanizado parafusada ao elemento estrutural, de espessura no mínimo igual ao do elemento perfurado e deve se estender 25 mm além das bordas do furo.
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| Figura 5 - Abertura nos perfis para passagem de tubulação |
Tubulações sanitárias
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| Figura 6 - Passagem de instalações por tesoura de cobertura |
A passagem de tubulação de água fria ou quente ou de conduítes elétricos pelas vigas de piso é feita através de furos como os previstos em norma. Para as tubulações sanitárias, que normalmente possuem diâmetros mais elevados é interessante que seu caminhamento horizontal ocorra sob a laje (oculto por forro) e que seja o mais curto possível, sendo conduzidas para as paredes. Alguns modelos de vasos sanitários possuem saída na horizontal, ligada diretamente na parede, mostrando-se interessante para o sistema steel frame.
Quando há necessidade das tubulações atravessarem as vigas de piso ou cobertura através de furos, dependendo da magnitude dos diâmetros, essa situação deve ser analisada juntamente com o calculista da estrutura e, em geral, é necessária a instalação de uma peça de reforço à viga nessa região. Nessa situação, também pode-se substituir as vigas, de piso ou de sustentação da cobertura, por treliças ou tesouras, que possuem espaços maiores entre as peças e permitem facilmente a passagem das tubulações (figura 6).
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| Figura 7 - Passagem de conduítes pelas vigas de laje |
A racionalização construtiva permite uma interessante vantagem do sistema steel frame em relação às construções convencionais, pois, enquanto nas obras convencionais as tubulações normalmente são instaladas antes da concretagem das vigas e das lajes e, assim, podem sofrer danos nessa fase, no sistema steel frame as tubulações podem ser locadas posteriormente, evitando-se o risco de dano (figura 7).
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| Figura 8 - Facilidade de visualização de interferências entre instalações elétricas e hidráulicas |
O fato de as paredes e lajes funcionarem como shafts visitáveis permite que as interferências entre os sistemas elétrico e hidráulico sejam fáceis de serem visualizadas durante a execução das instalações, o que facilita o trabalho e diminui a chance de acidentes como, por exemplo, danificar algum cano ao furar quando se executa a instalação elétrica (figura 8).
Se as tubulações hidráulicas porventura estiverem sujeitas a vibrações, para evitar sua transmissão à estrutura da edificação, que causa efeito bastante indesejável, pode-se fixar as tubulações aos perfis com braçadeiras ou introduzir-se espumas ou peças plásticas especiais nos furos para acomodá-las (figura 9). Além de evitar a transmissão das vibrações, essas espumas ou peças plásticas também servem para evitar que, durante a execução das instalações, ocorram cortes nos tubos ou nos conduítes, em virtude do seu atrito com as bordas dos furos.
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| Figura 9 - Peças plásticas de proteção dos conduítes |
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