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 Influência do teor de umidade dos agregados nas argamassas de revestimento
Resultados
As figuras anteriores mostram as médias dos resultados dos ensaios, e a tabela 3 acima apresenta uma análise sucinta para cada propriedade. Os valores de resistência mecânica são os que mais se destacam pela diferença encontrada nas argamassas modificadas, em relação às originais.
Custo das argamassas
O fato de se produzir argamassa sem o controle de umidade da areia e sem as correções volumétricas necessárias no canteiro de obras também pode levar ao aumento no custo da obra, por causa do maior consumo de insumos de maior impacto no custo do metro cúbico de argamassa, considerando-se somente os materiais. O presente estudo aponta um aumento percentual no custo do metro cúbico de 19%, 17% e 26% para as argamassas 1:1:6, 1:2:9 e 1:8, respectivamente, quando elas são produzidas com areia úmida nas condições adotadas neste trabalho, sem a correção do inchamento do agregado.
Conclusões
Existindo umidade e inchamento da areia no canteiro de obras, situações muito comuns, a quantidade desse material especificado em volume deve ser corrigida. A falta de correção pode implicar impactos importantes em propriedades das argamassas, principalmente mecânicas, que certamente afetam também o desempenho do revestimento. Com menores impactos, podem ser alterados o manuseio e a trabalhabilidade das argamassas, o peso das edificações e a susceptibilidade à absorção de água dos revestimentos, assim como a produtividade da mão-de-obra. Com maiores impactos, o custo e o aparecimento de fenômenos patológicos - argamassas com alto consumo de aglomerantes e demasiadamente rígidas, por exemplo, são mais propensas à fissuração quando submetidas a variações térmicas ou a esforços provenientes de partes contíguas da construção. Em suma, problemas de diferentes naturezas que ocorrem no revestimento de argamassa de muitas construções podem ter sua origem ligada à produção em obra e não somente a erros de especificação. Uma obra bem organizada deve adotar a prática de ter à disposição recipientes, como padiolas, de volume cuidadosamente calculado para diferentes situações de umidade da areia estocada. Para não haver exageros que podem levar a confusões na produção, a consideração de três situações - areia seca, inchamento médio e inchamento máximo - já leva a uma produção bem uniforme.
Pedro Kopschitz Xavier Bastos, professor-doutor da Faculdade de Engenharia da Universidade Federal de Juiz de Fora, membro do GTA - Grupo de Trabalho em Argamassas da Antac, pedrokop@terra.com.br Mariana Lara Couto, arquiteta e urbanista, maricouto@gmail.com
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NBR 13281/2005 - Argamassa para Assentamento e Revestimento de Paredes e Tetos - Requisitos. Associação Brasileira de Normas Técnicas. São Paulo, 2005. NBR 13278/2005 - Argamassa para Assentamento e Revestimento de Paredes e Tetos - Determinação da Densidade de Massa e do Teor de Ar Incorporado. Associação Brasileira de Normas Técnicas. São Paulo, 2005. NBR 13279/2005 - Argamassa para Assentamento e Revestimento de Paredes e Tetos - Determinação da Resistência à Tração na Flexão e à Compressão. Associação Brasileira de Normas Técnicas. São Paulo, 2005. NBR 15258/2005 - Argamassa para Assentamento e Revestimento de Paredes e Tetos - Determinação da Densidade de Massa Aparente no Estado Endurecido. Associação Brasileira de Normas Técnicas. São Paulo, 2005. NBR 13280/2005 - Argamassa para Revestimento de Paredes e Tetos - Determinação da Resistência Potencial de Aderência à Tração. Associação Brasileira de Normas Técnicas. São Paulo, 2005. NBR 15259/2005 - Argamassa para Assentamento e Revestimento de Paredes e Tetos - Determinação da Absorção de Água por Capilaridade e do Coeficiente de Capilaridade. São Paulo, 2005. NBR 15630/2008 - Argamassa para Assentamento e Revestimento de Paredes e Tetos - Determinação do Módulo de Elasticidade Dinâmico Através da Propagação de Onda Ultra-sônica. Associação Brasileira de Normas Técnicas. São Paulo, 2008. Recommendations for Measurement of Velocity of Ultrasonic Pulses in Concrete. Testing Concrete - Part 203. BS-British Standards Institution. BS 1881- 203:1986. Londres, 1986. Recommendations for Measurement of Dynamic Modulus of Elasticity. Testing Concrete - Part 209. BS 1881- 209:1990. Londres, 1990. Módulo de Deformação de Argamassas - Conceitos e Métodos de Determinação. P. K. X. Bastos. In: Simpósio Brasileiro de Tecnologia de Argamassas, 2003, São Paulo. Anais. São Paulo: Universidade de São Paulo/Antac, 2003, p. 27-40. Influência de Condições de Produção de Argamassa em Obra na Classificação de Acordo com a NBR 13281. P. K. X. Bastos; M. L. Couto In: Simpósio Brasileiro de Tecnologia de Argamassas, 2007, Florianópolis. Anais. Florianópolis: UFSC/Antac, 2007.PÁGINAS :: << Anterior | 1 | 2 |
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