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Como Construir
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Paredes de concreto


Por Hugo Misurelli e Clovis Massuda


Fotos: divulgação Votorantim Cimentos/Engemix
Casas térreas construídas com sistemas de paredes de concreto
O sistema construtivo de paredes de concreto é um método de construção racionalizado que oferece produtividade, qualidade e economia de escala quando o desafio é a redução do déficit habitacional. O sistema possibilita a construção de casas térreas, assobradadas, edifícios de até cinco pavimentos padrão, edifícios de oito pavimentos padrão com esforços de compressão, de até 30 pavimentos padrão e com mais de 30 pavimentos - considerados casos especiais e específicos.

No sistema construtivo de paredes de concreto, a vedação e a estrutura são compostas por esse único elemento. As paredes são moldadas "in loco", tendo embutidas as instalações elétricas, hidráulicas e as esquadrias.

O método é inspirado em experiências consagradas e bem-sucedidas de construções industrializadas em concreto celular (sistema Gethal) e concreto convencional (sistema Outinord), que eram mundialmente conhecidas nas décadas de 70 e 80. Porém, devido à falta de escala e de continuidade de obras nesses padrões - principalmente com as limitações financeiras da época - essas tecnologias não se consolidaram no mercado brasileiro.

Com o crescimento do mercado imobiliário brasileiro e as contínuas medidas públicas para ampliar a oferta de moradias, o sistema parede de concreto representa uma solução factível para produção em escala.

Fotos: divulgação Votorantim Cimentos/Engemix
Foto 1 - Fôrmas e insumos industrializados não impactam o meio ambiente
Características gerais do projeto
O sistema de paredes de concreto demandou um intenso trabalho de pesquisa para que seu modelo de cálculo estrutural pudesse se adequar às normas técnicas brasileiras.

As referências normativas utilizadas foram as da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) NBR 6118 e da norma norte-americana ACI 318 (American Concrete Institute) - esta última revelou uma metodologia adequada às condições brasileiras. Outra referência foi a francesa DTU (Documents Techniques Unifies) 23.1 que, somada à opinião de calculistas renomados - apoiadas em normas já praticadas no México e Colômbia - também contribuiu para o estudo do modelo brasileiro.

Hoje, paralelamente à formação de um comitê para estudo e redação da norma brasileira, os apoiadores do sistema de paredes de concreto desenvolvem práticas recomendadas para dimensionamento de estruturas de pequeno porte - casas térreas, assobradadas e edifícios de até cinco pavimentos.

No Brasil, quatro tipos de concreto são recomendados para o sistema:

n concreto celular
n concreto com elevado teor de ar incorporado - até 9%
n concreto com agregados leves ou com baixa massa específica
n concreto convencional ou concreto autoadensável

Fotos: divulgação Votorantim Cimentos/Engemix
Foto 2 - Sistematização

Recursos humanos
A produtividade da mão-de-obra é potencializada pelo treinamento direcionado ao sistema. Não existe a necessidade de mão-de-obra especializada, o que facilita a execução de projetos em todo o País. Os operários, após treinamento específico, passam a atuar como montadores, executando todas as tarefas necessárias como armação, instalações, montagem, concretagem e desenforma.

Sustentabilidade
O desperdício de mão-de-obra com retrabalhos e atividades não produtivas, bem como de materiais, pedaços de madeira, pregos e resíduos diversos são substituídos pela execução planejada, padronizada e com grande qualidade final. A utilização de fôrmas reaproveitáveis, que não geram entulho, e de recursos industrializados resultam em um maior controle do impacto ambiental da obra (foto 1).

Fotos: divulgação Votorantim Cimentos/Engemix
Foto 3 - Os tipos de fundações mais adequados para as paredes de concreto são: sapata corrida, laje de apoio (radier), blocos de travamento de estacas e tubulões. Nas imagens, exemplo de gabarito para instalação de tubulações

Sistemática
A metodologia é baseada em processos industrializados, onde a rapidez e a qualidade devem ser monitoradas constantemente para garantir os prazos e custos projetados.

Execução
A moldagem "in loco" dos elementos estruturais - estrutura e vedação - é a principal característica desse sistema construtivo. Todas as paredes são moldadas em uma única etapa de concretagem, permitindo que, após a retirada das fôrmas, as paredes já contenham em seu interior todos os elementos embutidos: tubulações elétricas e hidráulicas, elementos de fixação, caixilhos de portas e janelas etc. (foto 2).

Fotos: divulgação Votorantim Cimentos/Engemix
Foto 4 - Fundação tipo radier
Fundação
A escolha do tipo de fundação depende do local do empreendimento, de acordo com o clima, solo e geografia. A seleção deve considerar segurança, estabilidade e durabilidade, além do alinhamento necessário para a produção das paredes.

A obra deve ser executada com nivelamento rigoroso para não interferir nas outras etapas. O tipo de fundação mais utilizado em casas é o radier, que deve ser construído com espaço excedente em relação à espessura dos painéis externos das fôrmas, permitindo o apoio e facilitando a sua montagem.

As tubulações já devem estar posicionadas e dispostas conforme gabarito específico do projeto de instalação (foto 3).

Nesta etapa, vale observar cuidadosamente os seguintes pontos:

n A locação e o nivelamento das fundações devem estar de acordo com o projeto arquitetônico e as fôrmas
n Deve-se tomar todas as precauções para evitar que a umidade do solo migre para a edificação
n Recomenda-se a realização da cura úmida do concreto por um período mínimo de sete dias para as fundações em laje tipo radier
n A concretagem das fundações tipo radier é feita de forma convencional, diretamente do caminhão-betoneira sobre uma lona plástica que cobre uma camada nivelada de brita, com espessura mínima de 3 cm (foto 4).

Fotos: divulgação Votorantim Cimentos/Engemix
Foto 5 - Nivelamento de laje com auxílio de nível laser
Fôrmas
As fôrmas são estruturas provisórias cujo objetivo é moldar o concreto fresco, compondo-se assim as paredes estruturais. A resistência a pressões do lançamento de concreto até a sua solidificação, é fator decisivo. Para isso, as fôrmas devem ser estanques e favorecer rigorosamente a geometria das peças que estão sendo moldadas.

A escolha da tipologia adequada e o desenvolvimento e detalhamento do projeto de fôrmas são extremamente importantes para a viabilidade do sistema de paredes de concreto e para a qualidade da entrega. O projeto de fôrma deve abordar o detalhamento dos seguintes itens:

n Posicionamento dos painéis
n Equipamentos auxiliares
n Peças de travamento e prumo
n Escoramento
n Sequência de montagem e desmontagem

Fotos: divulgação Votorantim Cimentos/Engemix
Foto 6 - Montagem das armaduras de paredes e eletrodutos
Todo conjunto de fôrmas deve vir acompanhado de projeto e deve ser checado se todos os materiais estão presentes. O material deve ser armazenado adequadamente, seguindo orientação do fornecedor, a fim de se aproveitar ao máximo a sua vida útil.

A montagem do sistema de fôrmas deve seguir a sequência do projeto original, mas há uma sequência padrão, que segue a identificação prévia das peças:

n Nivelamento da laje de piso (foto 5)
n Marcação de linhas de paredes no piso de apoio
n Montagem das armaduras (foto 6)
n Montagem das redes hidráulica e elétrica (foto 7)
n Posicionamento dos painéis de fôrma
n Montagem dos painéis: painéis internos primeiro (foto 8); painéis externos em segundo (foto 9); opção de montagem pareada (foto 10)
n Colocação de caixilhos (portas e janelas)
n Colocação de grampos de fixação entre painéis (foto 11)
n Posicionamento das escoras de prumo (foto 12)
n Colocação de ancoragens: fechamento das fôrmas de paredes (foto 13)

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