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 Acabamento projetado
Projeção de argamassas aumenta produtividade e qualidade dos revestimentos. Conheça os principais cuidados para usá-la corretamente e alguns produtos disponíveis Por Gisele C. Cichinelli
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| Projetores por spray com recipiente acoplado garantem facilidade de manuseio e qualidade à aplicação da argamassa | Maior produtividade, uniformidade e garantia de bom desempenho são algumas das características prontamente associadas às argamassas projetadas. Seja por canequinha ou por bombas, o uso correto desses métodos de projeção, garantem os especialistas, traz uma série de vantagens técnicas e operacionais para as construtoras que desejam minimizar interferências humanas, melhorando a performance das suas edificações e agilizando a etapa de execução dos revestimentos.
"A projeção permite melhor compactação [da argamassa sobre a superfície] por lançar o material em grânulos pequenos, os quais se acomodam melhor diminuindo tanto a quantidade de defeitos na interface entre a argamassa e a superfície quanto o volume do material aplicado, minimizando também o ar aprisionado na mistura", comenta Rafael Pileggi, professor-doutor da Escola Politécnica de São Paulo.
Outro ponto alto da projeção é a garantia de constância da energia de lançamento obtido pelo uso de equipamentos, dificilmente alcançada manualmente. Essas características combinadas resultam em uma resistência de aderência maior e mais uniforme à argamassa de projeção, cuja espessura é similar às das aplicadas pelo método convencional. Por conta desses benefícios, sua utilização é altamente recomendada em revestimentos internos e de fachadas. Mas a simples troca da colher de pedreiro pela bomba de projeção ou pela canequinha não garante o resultado final do revestimento e todos os ganhos que o sistema apresenta frente à aplicação manual.
O bom desempenho do sistema depende de um conjunto de práticas adotadas dentro e fora do canteiro, a começar pela previsão do uso dos projetores ainda na fase de projeto. "A situação ideal seria que o construtor contasse com um projeto de revestimento que nascesse juntamente com o de estrutura, de arquitetura, de alvenaria etc.
Desse modo seria possível prever mudanças e adequações que facilitassem essa etapa construtiva e proporcionasse ganhos ainda maiores de produção, qualidade e desempenho", acredita Fábio Luiz Campora, diretor-executivo da Abai (Associação Brasileira de Argamassas Industrializadas).
A produtividade e a viabilidade técnica e econômica da projeção são consequências diretas também de outras condições relacionadas à própria obra. Em revestimentos externos, por exemplo, os custos devem ser avaliados levando em conta o desenho da fachada. Quanto mais complicado e detalhado for o projeto arquitetônico do revestimento, maior será o tempo gasto para realizar as etapas seguintes à da projeção interferindo no ganho de produtividade para a execução de todo o conjunto.
Para maximizar o potencial da solução é importante que a construtora repense seus processos construtivos. O que pode implicar, em alguns casos, custos adicionais. A adoção de balancins elétricos, mais caros, pode agilizar ainda mais o lançamento, gerando movimentos mais velozes. Balancins maiores, com 6 a 8 m, também permitirão melhores condições de trabalho ao operário, proporcionando ganhos de produtividade. "Esses custos adicionais são compensados no custo global pelo uso do sistema, que proporciona redução nos valores do metro quadrado acabado", argumenta Campora.
Garantir o perfeito funcionamento dos equipamentos em obra também é crucial para o bom desempenho do sistema. O projetor por bombeamento exige manutenção adequada, mas os problemas com entupimento podem ser facilmente evitados utilizando-se argamassas corretamente formuladas para esse fim e desde que os operários mantenham e respeitem os detalhes de uso da máquina.
Após a jornada diária de trabalho, deve-se fazer a limpeza nos mangotes e, a cada intervalo de uso de mais de uma hora, a limpeza do bico de projeção. O comprimento da mangueira de projeção não deve ultrapassar, na horizontal, 25 m e, na vertical, 60 m, não podendo, de forma alguma, ser dobrada.
Já o projetor por spray com recipiente acoplado, popularmente conhecido como canequinha, é menos suscetível a entupimentos. "Raramente a saída de ar da caneca entope, mas o problema é facilmente resolvido aplicando pressão maior no compressor", explica José Antonio Gomez Araujo, diretor técnico da construtora Bracco, que utiliza o sistema há três anos.
Produtos & Técnicas - Equipamentos
Betomaq De construção compacta e modular, o conjunto de projeção de argamassa Betomaq BC25+M80 é composto de misturador forçado e compressor de ar integrado à estrutura da bomba. O equipamento é próprio para a projeção de argamassas industrializadas ou traçadas na obra.
(11) 2117-9988 www.betomaq.com.br
Anvi O equipamento da Anvi promete projeção e bombeamento com alta produtividade. Executa chapisco (até 200 m2/h), reboco (até 60 m2/h), transporta argamassa para assentamento de blocos ou tijolos em alvenaria (15 m para cima, 60 m para baixo e 40 m na horizontal) e ainda bombeia até 2 m3/hora de argamassa.
0800-604-1818 www.anvi.com.br
Anvi Também da Anvi, o equipamento projeta chapisco ou argamassa pelo sistema de canecas com ar comprimido. Acelera o prazo de execução do revestimento, trazendo economia na mão de obra, aumentando a qualidade da aplicação e ainda permitindo o trabalho de vários operadores simultaneamente em diversos pontos da obra. A empresa fornece máquinas completas com três ou cinco canecas ou mais pontos de projeção conforme necessidade da obra.
0800-604-1818 www.anvi.com.br
Balke O MAI02 JOB (conjunto de misturadora e projetora) e RKM Nautilo (desempenadeira elétrica) da Balke são equipamentos para mistura, projeção e acabamento de revestimentos à base de argamassas. Ideal para todos os tipos de obras, o conjunto ainda é aperfeiçoado com as réguas de nível e as trapezoidais que pontuam a qualidade total no revestimento.
(49) 3325-4970 www.balke.com.br
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| Sistema de canequinha é menos suscetível a entupimentos na saída de ar | Conheça os sistemas de projeção Para as empresas que pretendem apostar no sistema, o mercado disponibiliza hoje dois tipos de projetores: por spray com recipiente acoplado, a popular canequinha, e por bomba de projeção. O método ganhou força graças a sua facilidade de operação, custo menor do equipamento e treinamento mais rápido da mão de obra, além de dispensar o uso de argamassas especiais.
Já a projeção por bomba é a grande aposta do setor quando o assunto é argamassas projetáveis. O sistema - usado por algumas construtoras de Brasília, Curitiba, Salvador e Campinas - consiste na aplicação da argamassa via fluxo contínuo de projeção (ante o ciclo intermitente, de enche e esvazia, da canequinha), garantindo maior qualidade e produtividade à aplicação.
Para especialistas, a evolução desse mercado é a completa adesão das construtoras a esse método, já que o bombeamento representa a industrialização total dessa etapa construtiva. Para que essa previsão se confirme, o setor terá de superar algumas restrições. Uma delas é o fato da projeção via bomba demandar argamassas especialmente engenheiradas para esse fim. "Várias empresas de São Paulo usam sistema de canequinha porque não querem comprar a argamassa industrializada exigida para a aplicação via bomba", revela Anderson Silva, engenheiro de obra da Tarjab.
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| Diferentemente do que acontece no método convencional de aplicação, a energia de lançamento do equipamento é constante, resultando em revestimentos com melhor desempenho |
Mas é justamente a necessidade de utilização de produtos específicos que torna o método mais eficiente, já que tais massas facilitam os procedimentos de bombeamento e projeção. Entre as características desses produtos estão a redução do módulo de elasticidade e a incorporação de aditivos (que reduzem a absorção de água) e de outros componentes que podem facilitar etapas posteriores de execução (como o acabamento, por exemplo).
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